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ONU reduz para 1,8% crescimento da economia mundial

A ONU reduziu hoje de 3,4% para 1,8% a previsão de crescimento da economia mundial este ano. Está em causa a persistente crise financeira nos EUA e o drástico aumento do preço de produtos como o petróleo, que esta quinta-feira subiu nos mercados internacionais.

Maria Luiza Rolim

Em Londres, o preço do barril de Brent (petróleo de referência para a Europa) subiu 1,98 dólares passando para 124,99. O mesmo ocorreu em Nova Iorque, com o West Texas Intermediate (petróleo de referência nos EUA), que sofreu um aumento de 2,00 dólares, ficando a 126,22 dólares o barril.

Esta quinta-feira, dia em que disparam os preços do crude, a ONU anuncia uma redução na previsão de crescimento económico da economia mundial, que passa de 3,4% (em Janeiro) para 1,8% (Maio). De acordo com os economistas, o forte aumento dos preços e da energia agrava a situação da economia mundial, além de representar uma ameaça humanitária e para a estabilidade social. Perspectivas de crescimento

A revisão em alta das previsões para o preço médio do petróleo este ano feita pelo UBS (o maior banco da Europa em termos de activos aumentou para 32% a sua revisão) coincidiu com a actualização semi-anual do relatório 'Situação e Perspectivas para a Economia Mundial 2008', da ONU.

Segundo os economistas, a revisão deve-se ao agravamento, nos últimos meses, da crise dos principais mercados financeiros dos EUA, à perda de valor do dólar frente a outras moedas e à drástica subida de preços de produtos como o crude e os alimentos. Factores que, somados, puseram a economia mundial "à beira de uma grave queda".

Na sua previsão para 2008, o relatório aponta duas perspectivas de crescimento. Uma mais optimista, que prevê um crescimento de 2,8% no final de 2008 e 2,9% para 2009. A pessimista, por sua vez, reduz para 0,8% e 1,4% respectivamente.

Desaceleração na América Latina e Caribe

Por regiões, a previsão é de que a economia norte-americana tenha um crescimento negativo de 0,2% em 2008 e em 2009 cresça 0,2%. Nos países da Europa Ocidental, por sua vez, o crescimento estará limitado no final do ano a 1,1% e 1,2% em 2009. Enquanto no Japão, as percentagens serão de 0,9% e 1,2% respectivamente.

Ainda de acordo com o relatório da ONU, a tendência em alta das economias da América Latina e do Caribe, nos últimos três anos, sofrerá uma desaceleração em 2008, baixando para 3,1% contra 5,7% de 2007. Em 2009, a queda será ainda maior, passando o crescimento para apenas 2,6%.