Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

"Não estamos num beco sem saída, nem vamos contra a parede"

Ricardo Salgado, presidente do BES, afirma que o mercado interbancário está fechado e admite que a situação da economia portuguesa é difícil, assim como é a situação da Europa, mas defende que Portugal não está num beco sem saída, nem contra a parede.

Anabela Campos (www.expresso.pt)

"Não estamos num beco sem saída, nem vamos contra a parede. É preciso ter calma por que estas coisas demoram tempo a passar. Mas não acredito que não passem", afirmou Ricardo Salgado, presidente do BES, num encontro com jornalistas, no âmbito da acção de promoção das empresas e da economia portuguesa em Wall Street, que decorre entre hoje e amanhã.  "O tempo que vai demorar até à situação de normalizar vai depender da capacidade de reacção do BCE em dar liquidez ao mercado e da capacidade dos países em colocar as medidas (de austeridade e redução do défices) em acção", salientou o banqueiro.



Ricardo Salgado afirma que o mercado interbancário está fechado e que "houve uma brutal secagem de liquidez". Mas desdramatiza, adiantando que até agora a banca portuguesa tem tido capacidade de captar recursos no exterior e junto do BCE, embora reconheça que agora terá de se virar mais para o mercado interno.



"Os países nesta fase estão num período transitório e têm de contar com a captação de recurso no mercado doméstico, que cresce lentamente. É natural que a concorrência se possa acentuar no mercado doméstico em Portugal e que haja uma subida dos juros dos depósitos", admitiu.