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Nanium vai produzir nova geração de chips para telemóveis

Só há duas companhias no Mundo com capacidade nesta nova tecnologia e uma delas é a Nanium, em Vila do Conde.

Alexandre Coutinho (www.expresso.pt)

A Nanium, a empresa portuguesa de semicondutores que nasceu a partir das instalações da antiga Qimonda, foi escolhida pela multinacional Infineon Technologies para a produção e licenciamento da tecnologia inovadora eWLB 300mm, que permite reduzir o custo e o tamanho dos chips para telemóveis.

Para a conclusão do negócio foram determinantes o know-how e experiência da equipa da Nanium neste domínio, bem como os equipamentos de produção de última geração da empresa de Vila do Conde. "Só há duas companhias no Mundo com capacidade nesta nova tecnologia dos 300mm e uma delas é a Nanium", salientou Peter Gruber, vice-presidente da Infineon, ao justificar a escolha da empresa portuguesa.

Para Armando Tavares, presidente da Nanium, este contrato representa "o reconhecimento das capacidades do país e da Nanium, em particular, para produzir alta tecnologia para exportação". O mesmo responsável sublinhou, igualmente, as "vantagens de custo, performance e eficiência" da empresa, num tipo de semicondutores que "com futuro e com uma procura muito grande". 

Aberta a futuras oportunidades de negócio

A Nanium (que tem na sua génese empresas como a Siemens Semicondutores e a própria Infineon Technologies) foi licenciada pela multinacional alemã para utilizar esta tecnologia inovadora noutras aplicações e para dar resposta a futuras oportunidades de negócio através da prestação de serviços de elevada qualidade a outras empresas na indústria de semicondutores. 

A cerimónia de assinatura do contrato decorreu hoje, em Lisboa, sob os auspícios da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e do seu presidente, Basílio Horta, que não se cansou de enaltecer "a capacidade técnica da Nanium - todas as empresas da Qimonda foram desactivadas, excepto em Portugal" e a "confiança da Infineon na mão-de-obra e na equipa de gestão da empresa". Os parceiros escusaram-se a revelar a duração do acordo, "por questões de confidencialidade", mas admitem que o mesmo se manterá "por um período alargado". 

Para garantir o sucesso do projecto e aumentar os actuais recursos, serão investidos na Nanium mais de 35 milhões de euros e admitidos mais trabalhadores. "Já não há lay-off entre os 380 trabalhadores da Nanium, que poderão ser mais de 500 até ao final do ano", revelou Armando Tavares.