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Mosquito e Montez formalizam entrada na Controlinveste

Acordo foi assinado hoje, três meses depois de as partes terem estabelecido as bases da operação num memorando de entendimento.

Depois de três meses de espera, António Mosquito e Luís Montez são desde hoje acionistas da Controlinveste. O negócio que deixa os dois empresários com uma participação conjunta de 42,5% no grupo de media - 27,5% para Mosquito e 15% para Montez - foi finalmente fechado depois de ultrapassadas todas as questões financeiras que estavam pendentes desde a assinatura do memorando de entendimento, a 26 de novembro.

O desenho da operação leva Joaquim Oliveira a abdicar do estatuto de acionista maioritário da empresa, reduzindo a sua participação de 100% para 27,5%. Simultaneamente, abre a porta do grupo ao capital angolano de Mosquito e permite ainda a Luís Montez - que detém a produtora Música no Coração, várias rádios e o Meo Arena - reforçar a sua presença no sector dos media.

A injeção financeira que a operação trará ao grupo vai permitir arrancar com um novo plano estratégico para a Controlinveste, que reajusta também a sua designação oficial para Controlinveste Conteúdos. O reposicionamento e relançamento das marcas do grupo e a implementação de uma reestruturação interna para cortar custos são dois dos principais pilares desta nova vida. 

"O acordo ora alcançado permite um reforço considerável da estrutura de capitais do Grupo de Media da Controlinveste, assegurando a sua sustentabilidade financeira, e estabelecendo os necessários alicerces à revitalização e relançamento da sua actividade", refere o comunicado divulgado após a assinatura do acordo.

O documento sublinha a "confiança" da nova estrutura "nos seus colaboradores, e em todos os seus stakeholders" e garante a convicção do grupo no facto de terem sido criadas "condições para serem trilhados caminhos de sucesso num futuro próximo". E enfatiza ainda que a "entrada de novos accionistas, com reconhecida capacidade financeira, experiência e know-how no domínio dos media, quer em Portugal, quer no estrangeiro, permite também a criação de um Grupo de Media no espaço da Lusofonia potenciador da abertura a novos mercados e à captação de sinergias muito relevantes".

Além de Mosquito, Montez e Oliveira, a restante estrutura acionista da Controlinveste será diluída pelos principais credores do grupo - o BES e o BCP -, que assumem participações de 15% cada. Uma percentagem que resulta da conversão em capital de parte da dívida da Controlinveste à banca. 

A próxima administração, que será composta por sete elementos, terá o advogado Proença de Carvalho como presidente não executivo. A comissão executiva deverá ser composta pelo antigo administrador da Corticeira Amorim, Vitor Ribeiro, o antigo COO da Impresa, José Carlos Lourenço, e um administrador para a área financeira que já estará definido mas cujo nome não foi ainda divulgado. Joaquim Oliveira e o seu filho Rolando Oliveira também deverão manter-se no próximo elenco administrativo, mas sem funções executivas.