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Lucros na manutenção não salvam TAP do prejuízo

Apesar dos 13 milhões de euros de lucro registados na área da manutenção em 2008, a TAP prepara-se para um ano em que os prejuízos deverão ser superiores a 170 milhões de euros.

Alexandre Coutinho

A Engenharia e Manutenção da TAP vai fechar 2008 com um resultado líquido de 13 milhões de euros, fruto de um ano recorde de facturação nos trabalhos para terceiros: 138 milhões de euros, face aos 131 milhões registados em 2007, revelou ao Expresso Jorge Sobral, vice-presidente da TAP responsável por esta unidade de negócio. "Este ano, foram firmados contratos de manutenção integral de maior valor acrescentado. A capacidade de hangar está esgotada", frisou o mesmo responsável.

Um cenário que contrasta com o negócio do transporte aéreo, onde a TAP foi afectada pelo preço elevado do combustível, no início do ano, e pela crise financeira e económica, na segunda parte do ano. "Nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, existe claramente uma crise, com uma redução do tráfego e da procura em todos os mercados. Este mês, a procura já está abaixo de zero", frisou Fernando Pinto, presidente executivo da empresa

"Até Outubro, a perda já somava 170 milhões de euros, dos quais os combustíveis correspondem a 160 milhões e entre 10 a 15 milhões à nossa parte dos prejuízos da Groundforce", justificou Fernando Pinto.

Em contrapartida, o mesmo responsável sublinha que a procura subiu 2,4% e que "a TAP foi uma das poucas empresas na Europa que conseguiu manter o nível de crescimento".

O presidente executivo da TAP mostrou-se apreensivo com a possibilidade de uma greve do pessoal de voo e da manutenção, durante a quadra natalícia - de acordo com os pré-avisos apresentados pelos sindicatos, estão em causa os dias 19, 20, 23 e 27 de Dezembro - que classificou de 'surrealista'. "O momento é de competitividade, e não de fazer greve. Se a empresa parar, perde cinco milhões de euros por dia", alertou Fernando Pinto.