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Joaquim Pina Moura: "Mibel não é um mercado, é um tratado"

Em resposta a uma provocação do moderador e director-adjunto do Expresso, Nicolau Santos, o presidente da Iberdrola Portugal, Joaquim Pina Moura, disse hoje na conferência sobre a electricidade na Península Ibérica que "o Mibel não é um mercado, é um tratado". Em causa está o funcionamento do mecanismo de preços, ou seja, a manutenção de tarifas reguladas e ainda a insuficiente capacidade de interligações entre Portugal e Espanha.

A argumentação de que o "Mibel é uma ficção" foi também corroborada pelo presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva. O ex-secretário de Estado da Indústria e Energia, fundamentou a sua opinião, invocando o monopólio de produção da EDP e o "estrangulamento" resultante da falta de maior capacidade de trênsito de energia entre os dois países. O gestor afirmou, perla primeira vez, que a Endesa tinha desistido de vender electricidade em Portugal.

O único que discordou das opiniões da mesa redonda foi o administrador da EDP/HC Energia, João Manso Neto, defendendo os "passos extremamente relevantes que já foram dados no âmbito do Mibel". A solução para resolver o problema, na opinião do gestor, é a construção de mais centrais de ciclo combinado e o incremento da capacidade de interligação.

A única nota de concordância entre todos os intervenientes foi a necessidade de acabar com as tarifas, administrativamente fixadas e subsidiadas.