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Grécia, UE e FMI chegam a acordo na ajuda financeira

"O objetivo é recuperar a credibilidade internacional", salientou o primeiro ministro grego, George Papandreou, que admite estarem previstos "grandes sacrifícios" para os cidadãos a fim de evitar a falência do país.

O primeiro ministro grego, George Papandreou, anunciou hoje que o seu Executivo chegou a acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional sobre o pacote de ajuda financeira à Grécia.

"Hoje, subscrevemos o acordo concluído sábado com os europeus e o FMI", afirmou o primeiro ministro da Grécia durante um Conselho de Ministros extraordinário em Atenas, transmitido em direto pela televisão grega.

De acordo com George Papandreou, o acordo alcançado prevê "grandes sacrifícios" para os gregos, mas que são "necessários" para evitar a "falência" do país.

"Sacrifícios duros mas necessários"

"Com a nossa decisão de hoje, os cidadãos vão ser sujeitos a grandes sacrifícios (...) não é uma decisão agradável", disse, em tom solene, salientando o "grande desafio" que o acordo representa para o país.

"Estes são sacrifícios duros mas necessários (...) sem os quais a Grécia iria falir", frisou.

"O objetivo é recuperar a credibilidade internacional", salientou George Papandreou, que reconheceu que a Grécia não está em condições de refinanciar a sua dívida nos mercados internacionais.

O desbloqueamento de uma ajuda financeira à Grécia para evitar a falência do país tem vindo a ser negociado desde meados de abril com representantes da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

Montante até 135 mil milhões de euros

O montante global do plano de apoio financeiro à Grécia nos próximos três anos deverá situar-se entre os 100 e os 135 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças, Georges Papaconstantinou, apresentará em seguida ao conselho de ministros as grandes linhas das medidas de austeridade adicionais que o país se comprometeu a aplicar em troca do financiamento externo.

De acordo com o primeiro ministro, as medidas de austeridade vão afetar as pensões e os salários da função pública.

"Farei tudo o que for preciso para livrar o país da falência. Nenhum grego pode imaginar a magnitude do défice quando o anterior Governo saiu do poder", lembrou George Papandreou.

Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se hoje à tarde em Bruxelas para discutir a ativação do plano de apoio à Grécia.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.