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Governo não comenta acusações de Bagão Félix sobre desemprego

A sugestão que o ex-ministro fez aos deputados do PSD nas jornadas parlamentares do partido não deixa dúvidas: "talvez valha a pena verem o que se passa no Instituto do Emprego e da Formação Profissional em termos de limpeza de ficheiros".

O Ministério do Trabalho e Solidariedade Social escusou-se hoje a comentar as acusações do ex-ministro das Finanças Bagão Félix sobre alegadas manipulação dos números do desemprego e menor aumento das pensões em democracia.

Na segunda-feira à noite Bagão Félix denunciou nas jornadas parlamentares do PSD que o recente aumento das pensões "é (o) menor registado na democracia" e que há manipulação dos números de desemprego.

Contactado pela agência Lusa, fonte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social disse que "este tipo de argumento não merece qualquer tipo de comentário".

Convidado a falar de política económica e financeira nas jornadas que decorrem em Vilamoura, no Algarve, Bagão Félix sugeriu aos deputados do PSD que "talvez valha a pena verem o que se passa no Instituto do Emprego e da Formação Profissional em termos de limpeza de ficheiros".

De acordo com o independente próximo do CDS-PP, são feitas "habilidades como o programa Novas Oportunidades e outras coisas que transformam pseudo-desempregados em pseudo-empregados" e tornam "cada vez maior" a disparidade entre os números do IEFP e os do Instituto Nacional de Estatística (INE).

"O desemprego registado através do IEFP tenderia a ser maior do que o do INE. Actualmente sucede o contrário", assinalou.

Por outro lado, Bagão Félix - que integra uma das listas candidatas à administração do BCP, que deverá ser escolhida na assembleia-geral do banco desta terça-feira - criticou "o aumento das pensões recentemente aprovado".

"Este é o menor aumento das pensões registado na democracia, apesar do superavit [da Segurança Social], e resulta a meu ver de um erro de grande insensibilidade social", declarou.

"Com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até dois por cento, o melhor que pode acontecer é manter-se o poder de compra. Significa dizer: contentem-se com manter ou diminuir ligeiramente o poder de compra porque as vossas pensões são razoáveis. Isso não faz qualquer sentido", sustentou.