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Fernando Nobre defende cortes de 10% em ordenados superiores a €10 mil

O candidato presidencial Fernando Nobre defende que os portugueses que ganhem menos de €700 não devem sofrer qualquer penalização no IRS, enquanto que os que auferem salários superiores a €10 mil devem sofrer um corte de 10%.

O candidato presidencial Fernando Nobre defendeu hoje que os portugueses que ganhem menos de 700 euros não devem sofrer qualquer penalização em matéria de IRS, propondo ainda um corte de 10 por cento nos salários superiores a 10 mil euros.     "Está assumido que vamos ter todos de fazer ainda mais sacrifícios do que os que estavam incluídos no PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento). Apelo e espero que as novas medidas venham a contemplar uma discriminação positiva no que respeita aos mais desfavorecidos", afirmou Fernando Nobre à agência Lusa, ressalvando desconhecer ainda as medidas concretas que serão anunciadas pelo Governo.      Como exemplo de discriminação positiva, o candidato presidencial apontou a ausência de penalizações para salários até aos 700 euros.     Apelando também a uma "atitude de exemplaridade", Nobre diz que os "responsáveis políticos e gestores públicos" devem dar um "contributo mais significativo do que aquele que é pedido ao comum dos cidadãos".

Diminuição nos salários de gestores públicos e políticos

  "Não via com maus olhos que os gestores públicos, que os titulares de cargos políticos tivessem uma diminuição na ordem dos 10% no seu salário", defendeu à Lusa.     O candidato a Belém propõe assim índices de agravamento de impostos "muito superiores para todos aqueles que tiveram, em tempos de vacas gordas, aumentos salariais muito acima da média dos trabalhadores portugueses".   "Do que é dado a conhecer, aponta-se apenas dois escalões [para agravamento do IRS]. Para mim isso não chega. Devia haver uma isenção total até aos 700 euros. Acima dos 10 000 euros por mês devia haver uma redução do salário na ordem dos 10 por cento. Isso permitiria que não se agravasse a situação dos mais desfavorecidos", declarou Fernando Nobre.

Nobre lamenta subida do IVA nos bens essenciais

  O candidato à Presidência lamentou ainda uma previsível subida do IVA nos bens essenciais, como os produtos alimentares.      O Governo deverá hoje anunciar medidas para reduzir o défice e responder à pressão dos mercados internacionais.      Entre as medidas que estão a ser negociadas com o PSD estão o aumento do IVA num ponto percentual nos três escalões e uma subida do IRS até 1,5 por cento.      Com estas medidas, o Executivo espera receber este ano cerca de 1700 milhões de euros, o suficiente para que o défice das contas públicas possa chegar ao final de 2010 nos 7,3 por cento.   *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*** 

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.