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"Excessivamente pessimistas", diz Vítor Constâncio

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia portuguesa cresça 1,8% no próximo ano. "A previsão do FMI é difícil de justificar", defendeu o governador do Banco de Portugal.

O governador do Banco de Portugal considerou hoje "excessivamente pessimistas" as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1,8% para o crescimento económico em 2008.

Vítor Constâncio, que falava no encontro com as delegações dos bancos centrais dos PALOP e Timor-Leste, a decorrer em Lisboa, admitiu, no entanto, que ainda subsistem riscos para a economia portuguesa relacionados com as condições nos mercados de crédito.

"A previsão do FMI é difícil de justificar", defendeu o governador do Banco de Portugal, acrescentando que, "com base na informação disponível, tudo indica que o crescimento será superior àqueles 1,8%".

Constâncio salientou que a situação "vai depender daquela que for a evolução dos mercados de crédito nos próximos tempos".

As previsões do Banco de Portugal e, também, do Governo, apontam para um crescimento de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) português no próximo ano.

Na quinta-feira, o FMI reviu em baixa o crescimento económico previsto para Portugal em 2008, para 1,8%, mas diz que está "finalmente em curso uma recuperação modesta".

De acordo com a conclusão da consulta do FMI a Portugal, ao abrigo do Artigo IV, referente a 2007, a economia portuguesa deve crescer este ano e no próximo 1,8%, valor que corresponde a uma revisão em baixa face aos 2,1% antecipados nas previsões de Abril para 2008.