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Estará a austeridade ferida de morte?

O FMI já vai no reconhecimento do segundo erro cometido desde 2010 na gestão da crise da dívida na zona euro. Alguns dos académicos que foram associados à austeridade distanciaram-se das opções da troika.

Daniel do Rosário e Jorge Nascimento Rodrigues

"Foi erro nosso (do Eurogrupo) dar ouvidos aos gurus dos mercados", disse esta semana Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo, em Atenas, sem referir a que "gurus" se referia. Mas vêm à memória dois académicos da Universidade de Harvard que influenciaram os políticos europeus em 2010 - o italiano Alberto Alesina e o norte-americano Kenneth Rogoff.

O primeiro é menos conhecido do grande público, mas foi uma voz crucial na cimeira europeia de Madrid de abril de 2010, a ponto de o artigo que apresentou perante os ministros das Finanças e o Banco Central Europeu nessa reunião ter sido citado no comunicado final.

Alberto Alesina alimentou a ideia de que a austeridade baseada em cortes da despesa pública "amplos, credíveis e decisivos" era "expansionista" e as suas ideias influenciaram depois a cimeira do G20 em Toronto em junho desse ano. Para muitos analistas, Alesina é o verdadeiro "pai" da austeridade.

 

 

Leia mais na edição de 15 de junho do Expresso