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"Estamos a bater no fundo da crise", diz Teixeira dos Santos

"O facto de o Banco de Portugal vir com uma previsão que é igual à sua última quer dizer, porventura, que estamos a bater no fundo desta crise", afirmou o ministro da Economia e Finanças.

O ministro das Finanças e da Economia considerou hoje que a manutenção das previsões de para a queda do PIB em 2009 pelo Banco de Portugal pode indiciar que "estamos a bater no fundo desta crise", afastando ainda cenário de deflação.

"O facto de o Banco de Portugal vir com uma previsão que é igual à sua última indicia que o movimento em que cada previsão é pior que a anterior parece que parou. Quer dizer que, porventura, nós estamos a bater no fundo desta crise e que não é de esperar que as coisas se agravem ainda mais", afirmou Teixeira dos Santos.

O ministro da Economia e das Finanças afirmou, à margem da tomada de posse do novo mediador de crédito, que a previsão do Banco de Portugal para a contracção do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 (-3,5%) e 2010 (-0,6 por cento) indicam já "alguma recuperação" mas que "não é ainda suficiente para eliminar o campo negativo" em que se encontra a economia portuguesa.

Teixeira dos Santos considerou ainda que este "é um quadro preocupante" mas afirmou, partilhando da opinião do Banco de Portugal, que a taxa de inflação negativa prevista para 2009 (-0,5%) "não reflecte uma situação de deflação".

"É uma situação que tem a ver com o ajustamento significativo dos preços, que subiram muito o ano passado. Este ano estão a ajustar e a corrigir, a corrigir em baixa. Não vejo grandes razoes para estarmos preocupados", afirmou o ministro.

Teixeira dos Santos afirmou ainda que a queda da produção "reflecte a situação de crise" e, dada a sua gravidade, o que o Governo está a fazer é a atenuar os seus efeitos, o que não impede "que a crise se manifeste e se faça sentir".

"Nenhum Governo tem a veleidade de pensar que tem capacidade, face à gravidade da crise, de impedir que ela tenha os seus efeitos", concluiu.

O Banco de Portugal previu hoje no boletim económico de Verão uma contracção de 3,5% no PIB para este ano e de 0,6% em 2010.

Para 2009, o banco central prevê ainda uma inflação negativa em 0,5% e uma quebra das exportações (-17,7%) e das importações (-17,1%).