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Energia e banca puxam pela bolsa

Energia e a banca ajudaram a Bolsa de Lisboa a fechar em alta, acompanhando a tendência europeia. O PSI20 subiu 0,57%. A PT, com uma quebra de 1,99%, impediu maiores ganhos.

Anabela Campos (www.expresso.pt)

O índice PSI-20 fechou com uma subida de 0,57%, com apenas quatro acções em baixa, numa sessão em que se movimentaram 56,6 milhões de acções, um volume relativamente baixo. Lisboa chegou a subir mais, mas a súbita inversão do euro de novo para terreno negativo, acabou por anular parte dos ganhos.

O euro tem estado aos valores mais baixo desde 2006, uma desvalorização que poderá ter, segundo vários economistas, um impacto positivo nas exportações dos países da Zona Euro, já que torna os produtos mais competitivos, quer nos mercados fora da Europa, quer nos mercados europeus, onde a concorrência se faz com a China.

Europa positiva 

Na Europa, o movimento das bolsas foi positivo, com excepção da Grécia. A bolsa de Atenas fechou a ceder 0,62%, ainda pressionada pelos receios em torno da possibilidade de incumprimento. Os outros mercados europeus subiram impulsionados pelas declarações optimistas dos ministros das Finanças da Zona Euro face ao possível contágio da crise grega. Os ministros consideram que os problemas da Grécia não vão desencadear a apresentação de planos de austeridade por toda a Zona Euro. A apresentação de resultados acima do esperado por parte de algumas empresas também beneficiou as bolsas europeias.

Em Lisboa, o destaque foi para a energia, nomeadamente a EDP Renováveis, que foi quem mais puxou pelo PSI20, num dia em que os preços do petróleo subiram fortemente. A EDP Renováveis, a recuperar das fortes perdas anteriores, liderou as subidas, ao ganhar 4,63% para 4,88 euros. A Renováveis esteve a corrigir da queda de 4,01% da véspera e de 4,44% na sexta-feira. Na segunda-feira, a EDP Renováveis foi alvo de cortes no preço-alvo por parte do Santander e do UBS.

Banca menos penalizada 

Destaque positivo ainda para a banca que depois de ter sido tão castigada nos últimos tempos, devido ao clima de incerteza em torno das dívidas públicas na Zona Euro, está em alta. O BPI foi o título da banca que mais subiu (1,7%), seguido do BES (1,54%) e do BCP (0,77%).

A Galp Energia, que vai fazer um acordo com a Petrobrás e a Sonalgol, surpreendeu, ao entrar em terreno negativo a alguns minutos do final da sessão, acabando por fechar a perder 0,08%, depois de ter estado a subir puxada pelo petróleo.

A PT - cujo presidente anda em road-show a tentar convencer os accionistas que é melhor para a PT manter a Vivo do que venda-la por 5,7 mil milhões - foi quem mais caiu: 1,99%. A Cimpor foi a segunda: -1,41%.