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Maior subida do risco para Itália, Portugal e Espanha

A probabilidade de incumprimento da dívida subiu mais, desde sexta-feira, para estes três "periféricos". A Itália destaca-se com o maior aumento.

O contágio derivado da crise cipriota e do "modelo" de resgate assumido pelo Eurogrupo provocou um maior aumento da probabilidade de incumprimento das dívidas soberanas num horizonte de cinco anos para a Itália, Portugal e Espanha, desde sexta-feira passada.

O risco da dívida portuguesa subiu de 29,84% no fecho de sexta-feira para 31,31% no fecho de hoje, segundo dados da CMA Datavision. Foi o segundo maior aumento naquele petíodo.

O maior aumento aconteceu com o risco da dívida italiana que subiu dois pontos percentuais, de 22,4% a 22 de março para 24,2% hoje. Este risco está ainda a mais de dois pontos percentuais do risco do Líbano que ocupa a décima posição no "clube" das dez economias com maior probabilidade de incumprimento.

No mesmo período, a probabilidade de incumprimento da dívida espanhola subiu de 22,23% para 23,50%, um aumento inferior ao ocorrido para o risco português. Deste modo, o risco da dívida italiana mantém-se acima do verificado para a dívida espanhola.

No caso do epicentro da crise, Chipre, verificou-se um aumento mais moderado do risco de incumprimento da dívida, no período referido, que subiu de 55,79% para 56,67%, tendo-se, no entanto, observado grande volatilidade ao longo de alguns dias.

O risco de bancarrota da Grécia tem estado num intervalo entre 99 e 100%, tendo variado, no período referido, de 99,39% para 99,57%. A Grécia está na primeira linha do impacto dos acontecimentos em Chipre em virtude das ligações entre os dois sistemas financeiros, para além de ter interrompido, até abril, o "exame" regular ao andamento do segundo plano de resgate.

A Grécia continua a liderar o "clube" referido, onde Chipre mantém o terceiro lugar e Portugal o oitavo.