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Juros em 6,34% e risco acima de 30%

O efeito do "modelo" para o resgate de Chipre continua a agitar os mercados financeiros. Juros das obrigações do Tesouro e probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa continuam trajetória de subida.

As yields das Obrigações do Tesouro (OT) a dez anos no mercado secundário continuam am trajetória de subida, estando às 12h30 em 6,34%, segundo dados da Bloomberg. No dia de regresso aos mercados (obrigacionistas), a 23 de janeiro, tinham descido para 5,82% e antes das decisões do Eurogrupo no dia 16 de março (anúncio da primeira versão de resgate para Chipre) tinham fechado em 5,96%. Com o agravar da crise cipriota, e face ao "modelo" adoptado pelo Eurogrupo, a trajetória de subida acima de 6% tem-se mantido.

O comportamento da probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de cinco anos subiu às 12h30 para  30,85%, quando ontem havia fechado em 30% e na sexta-feira passada, antes da reunião do Eurogrupo, fechara em 29,84%, segundo dados da CMA DataVision. Aquando dia de regresso aos mercados, o risco era de 28,5%.

A trajetória de subida verifica-se também nos restantes "periféricos". O Chipre e a Grécia são os mais afetados, com o risco de bancarrota da dívida cipriota a subir para 59,78%, depois de ontem ter fechado em 55,78%, e o da Grécia a continuar a variar entre os 99% e os 100%. No mercado secundário as yields das obrigações gregas reestruturadas a dez anos dispararam de 11,88% na sexta-feira passada para 12,96% às 12h30 de hoje.

As yields das obrigações espanholas a dez anos estão acima de 5% e as relativas aos títulos do Departamento do Tesouro italiano no mesmo prazo subiram para 4,73%, depois de ontem terem estado a descer nos dois casos.

As bolsas dos "periféricos" da zona euro estão no negativo, com as maiores quebras a registarem-se na bolsa grega, espanhola, francesa e portuguesa. As bolsas grega, espanhola e italiana estão a cair significativamente desde segunda-feira.