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Jerónimo Martins: acção "para todos os climas"

A acção nacional está entre um leque de 40 acções europeias da estratégia accionista recomendada pelo Citigroup para os altos e baixos do mercado. EDP e Brisa estão entre a lista de europeias com fraco cenário.

Nuno Alexandre Silva (www.expresso.pt)

No mais recente conjunto de estratégias de acções do banco norte-americano Citigroup, a Jerónimo Martins é uma das 40 "estrelas para todos os climas" nos mercados financeiros. Fundamentada nos temas da exposição internacional, na qualidade dos balanços, nos lucros e nos factores macroeconómicos do país de origem, a estratégia accionista do Citi divide-se em quatro: acções com fortes balanços e em fortes economias para comprar, empresas com fracos balanços e em economias frágeis a evitar, títulos que estão injustamente mais baratos com o nervosismo nos mercados e "estrelas para todos os climas" do mercado, onde aparece a Jerónimo Martins.

A acção que é uma das três empresas do PSI-20 que ganha valor na bolsa em 2010, faz parte das escolhas dos analistas do Citigroup para uma estratégia que passa por "comprar" acções que tenham tido um bom desempenho quer nos momentos de venda, quer nos momentos de rali e que tenham uma exposição das vendas superior a 50% aos mercados emergentes e EUA) com "balanços fortes".

A Jerónimo Martins é acompanhada por empresas como a Siemens, a Royal Dutch Shell, a Infineon, a Ericsson e a Philips numa estratégia que se junta a outras três na edição do "The Globalizer", divulgado hoje.

Na estratégia accionista "Weak in Weak", que agrega as acções europeias com fraco cenário macroeconómico no país de origem e com fracos balanços, aparecem os nomes de duas empresas portuguesas. A EDP e a Brisa, que perdem mais de 12% e 25%, respectivamente, na bolsa de Lisboa desde o início do ano, estão entre as 28 acções que têm uma exposição acima de 80% ao mercado europeu e uma dívida líquida duas vezes superior aos lucros antes de impostos estimados para 2010.

Na lista de empresas europeias com maior exposição à Europa e maior dívida face aos lucros estão ainda nomes como os das espanholas Acciona e Red Electrica e as francesas GDF Suez e France Télécom.