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Da Europa para o mundo

Conheça 4 empresas europeias para fintar a crise da dívida e beneficiar da retoma económica na Ásia e nos EUA.

Luis Caleira Marques (www.expresso.pt)

A crise da dívida soberana que está a afectar os mercados financeiros mundiais deverá restringir-se à Europa. A convicção é de James Bullard, presidente da Reserva Federal de St. Louis que, à margem da conferência intitulada "A política económica na sequência da crise", em Estocolmo, afirmou que "a recuperação nos Estados Unidos é forte e na Ásia é ainda mais forte. Por isso, não vejo a crise a espalhar-se para fora da Europa".

Bullard, sublinhou ainda que, "muitos países reestruturaram a sua dívida ou entraram em bancarrota no passado e, na maior parte dos casos, isso não resultou em qualquer tipo de implicações à escala global", logo, "não há qualquer razão para que a dívida da crise soberana tenha qualquer impacto na economia global."

Em 2010, a economia da Zona Euro irá crescer 0,9% este ano, após ter contraído 4,1% em 2009, enquanto nos Estados Unidos da América (EUA), a expansão em 2010 será de 2,8%, depois de em 2009 ter contraído 2.4%.

Porém, embora a economia dos Estados Unidos da América esteja em melhores condições do que a Europeia, não há consenso em relação ao potencial de valorização do mercado accionista dos EUA. Marc Faber, por exemplo, o investidor que antecipou a crise do subprime diz que índice de referência norte-americano, o S&P 500, está sobrevalorizado em 15%. Logo, em vez alocar directamente dinheiro em acções norte-americanas, os investidores devem privilegiar títulos europeus com elevada exposição aos mercados norte-americano e asiático.

Eis 4 empresas que, devido à elevada percentagem das receitas que obtêm fora da Europa estão bem posicionadas para ganhar com a retoma da economia mundial e escapar à crise europeia.

Aproveitar a globalização

Fonte Bloomberg. Vendas relativas ao exercício de 2009. P/L Est. 2010 - Preço/ Lucros por acção estimados para final de 2010. 28 de Maio de 2010