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Boas e Baratas sofrem com exposição ibérica

A estratégia accionista do Dinheiro voltou a sofrer com a exposição aos mercados espanhol e português. Em Maio, o portefólio perdeu 4,25% mas, desde o início da estratégia, soma um ganho anual de 11,32%.

O mês de Maio ficou marcado pelo auge da crise orçamental que afecta a Europa. Com o caso da Grécia arrumado, desta feita, os holofotes estiveram apontados para Espanha e Portugal, que aprovaram planos de austeridade no sentido de equilibrar as contas públicas e reaver a confiança dos mercados financeiros. Mas, não está fácil. Ambos os países apresentaram medidas que irão afectar o crescimento das respectivas economias no futuro e, em particular, de alguns sectores como a construção, o que afectou o desempenho mensal da estratégia.

Devido à exposição do portefólio aos dois mercados da Península Ibérica, o conjunto das Boas e Baratas perdeu 4,25% no mês de Maio, uma perda 2% superior à registada pelo índice mundial de acções, o MSCI World.

Entre os piores desempenhos esteve a "Barata" Mota-Engil que, devido ao adiamento de algumas obras públicas como a terceira travessia sobre o rio Tejo e à apresentação de resultados a baixo do esperado pelos analistas, perdeu quase 20%, depois de ter resvalado quase 17% em Abril.

Na segunda posição das perdas esteve o banco Santander cujas acções perderam 10,5%, devido à pressão das agências de rating que, depois de reverem em baixa a notação de risco para os bancos nacionais, apontaram as "armas" às instituições bancárias espanholas.

Devido à turbulência vivida na Europa, nenhuma das acções portuguesas ou espanholas presentes no portefólio registou um desempenho positivo no mês de Maio.

Mas, nem tudo são más notícias. As três empresas do portefólio cotadas em dólares beneficiaram da desvalorização de 7,36% do Euro face à moeda norte-americana. Devido ao factor cambial, as perdas das "Boas" Petrobras e Raytheon em euros ficaram reduzidas a metade e a "Boa e Barata" Norfolk Southern obteve mesmo uma variação positiva, quando convertida para euros.

Outra excepção foi a francesa European Aeronautic Defense and Space (EADS), cujos títulos apreciaram 16,11%. Apesar de ter apresentado resultados trimestrais 39% inferiores aos obtidos no período homólogo, os analistas do Citigroup e do Deutsche Bank alteraram a recomendação sobre acções de "manter" para "comprar". A resolução da situação salarial dos trabalhadores foi outro factor que deverá ter contribuído de forma positiva para o desempenho dos títulos da EADS.

Feitas as contas a mais um mês de estratégia, o portefólio composto pelos 12 títulos revistos anualmente em Setembro, acumula uma rendibilidade efectiva de 108,52% que, em termos anualizados, representa um ganho anual de 11,32%, para quem tenha seguido a estratégia desde a data de início, a 29 de Agosto de 2003.

 

Boas e Baratas

-10,50%

-6,40%

-3,19%

-4,76%

-19,87%

3,06%

-7,27%

-5,63%

16,11%

-0.67%

-7,57%

-4.34% Fonte: Bloomberg. Rendibilidades em euros. 31 Maio de 2010.