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As acções mais recomendadas do Brasil

A companhia aérea Gol é a empresa mais consensual para os analistas que acompanham a bolsa de São Paulo.

Nuno Alexandre Silva (www.expresso.pt)

Com o crescimento económico brasileiro a poder chegar aos 5,5% este ano e 4,1% em 2011, segundo o Fundo Monetário Internacional, os analistas que acompanham o mercado bolsista de São Paulo acreditam num radiante futuro para algumas companhias. Entre as empresas presentes no índice Bovespa, algumas recolhem mesmo a unanimidade nas recomendações de comprar por parte dos intermediários financeiros, segundo os dados compilados pela agência Bloomberg.

A companhia aérea Gol - Linhas Aéreas Inteligentes, é a mais bem vista no mercado brasileiro, já que 12 analistas que acompanham as acções preferenciais da empresa indicam a compra aos investidores. A companhia que comprou a "Nova Varig" em 2007 e que está cotada também em Nova Iorque (mercado acessível aos investidores nacionais), subiu mais de 170% nos últimos 12 meses, embora o registo nos últimos cinco anos seja negativo para os accionistas através dos EUA que perderam cerca de 9,20% anualmente.

A acção que tem uma taxa de dividendos de 3,33% e que aumentou as receitas em 14% no primeiro trimestre de 2010, não é a única recomendação de compra unânime no mercado brasileiro. A Agre Empreendimentos e as acções preferenciais da mineira Vale recolhem também consenso dos analistas, embora não sejam de fácil acesso para o investidor português.

Os investidores nacionais que queiram acompanhar a gigante de mineração que emprega mais de 60 mil trabalhadores, têm nos títulos da Vale cotados nos EUA uma solução, mas a Agre Empreendimentos Imobiliários, que opera no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, está longe do alcance dos portugueses já que a maior parte dos intermediários não permite compras de acções fora dos principais mercados europeus e norte-americanos.

Além destas três companhias o banco Itaú Unibanco surge como outra das fortes apostas das casas de investimento. O Itaú Unibanco, que resultou da fusão de duas das maiores instituições financeiras brasileiras no final de 2008, recolhe a recomendação da maioria dos analistas que o acompanham, e subiu mais de 53,88%, em euros, nos últimos 12 meses na bolsa de Nova Iorque, onde está também cotada.