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Acções para "marcar" no Mundial de Futebol

Patrocinar o mega evento desportivo é garantia de publicidade em todo o mundo durante o torneio e de mais receitas daí em diante. Conheça as empresas que já "marcam" no Campeonato do Mundo de Futebol, África do Sul 2010. Clique para visitar o canal Dinheiro

Luis Caleira Marques (www.expresso.pt)

O Mundial de Futebol, organizado a cada quatro anos pela Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), é o segundo evento desportivo com maior audiência, logo atrás dos Jogos Olímpicos de Verão. Este facto torna o campeonato num evento de excelência para projectar um negócio ou uma marca pelo mundo inteiro, mas esta publicidade tem um preço. Será que compensa pagá-lo?

Existem vários patrocinadores do Mundial de 2010 que também patrocinaram o Mundial de 2006, como a Adidas, a Coca-Cola, a Continental, a Hyundai e a McDonald's e, ao analisar-se as receitas das empresas antes e depois do Mundial, verifica-se que compensa pagar os cerca de 160 milhões de euros para patrocinar o evento.

No caso da Hyundai, o aumento das receitas nos dois anos seguintes ao campeonato de 2006 aumentaram 14% quando comparadas com as vendas acumuladas em 2004 e 2005 e, na Adidas, o aumento das receitas cifrou-se em 68%. Ainda assim, em termos absolutos, a Coca-Cola foi a empresa que mais beneficiou, dado que nos anos 2007 e 2008, facturou mais 7 mil milhões de euros que nos dois exercícios anteriores ao campeonato que teve lugar na Alemanha, em 2006. 

A Adidas é a marca que equipa a actual campeã europeia e uma das mais fortes candidatas ao título, a selecção Espanhola. Equipa ainda outras três selecções que já foram campeãs do mundo e que são candidatas a vencer a competição, a Argentina, a Alemanha e a França. A Hyundai é a transportadora oficial do evento, colocando à disposição da FIFA e de todas as selecções um total de 609 automóveis e 2800 autocarros, incluindo os autocarros que transportam as selecções para os jogos, pintados com as cores dos vários países presentes na competição.

Para acalmar a sede dos adeptos, a Budweiser, marca detida pela empresa belga InBev, entra em campo como a cerveja oficial da competição enquanto a McDonald's é a cadeia de restaurantes que alimenta o evento. Estas duas empresas estão presentes à escala mundial e assumem que a exposição trazida pelo patrocínio irá aumentar as vendas dos seus produtos no mundo. A McDonald's, por exemplo, estima que as receitas obtidas pelos seus 132 restaurantes sul-africanos subam entre 17% a 35%.

A Visa e a Sony não adiantaram o impacto esperado do patrocínio nas receitas, mas é possível vislumbrar o interesse e ambas companhias em estarem presentes na África do Sul. A Visa vê em África um mercado emergente de cartões de crédito, enquanto a Sony espera facturar com a venda dos direitos televisivos da transmissão do evento em 3D e com os videojogos que resultarão do campeonato. 

Mas, apesar de terem o campeonato do mundo de futebol como denominador comum, na bolsa, as empresas apresentam diferenças ao nível dos rácios bolsistas, que obrigam o investidor a fazer o "trabalho de casa" antes de investir.

O rácio P/L da Continental e da Sony são negativos, devido a terem registado prejuízos no último ano. No entanto, em termos de valor contabilístico, são os patrocinadores a cotar mais próximo do valor dos seus activos. Quem preferir o P/L, tem na Coca-Cola e na McDonald's as melhores opções.

Na bolsa, a Visa é a empresa que reúne maior consenso, uma vez que tem o maior número de analistas a recomendar a compra dos seus títulos. No entanto, a Coca-Cola, McDonald's, Visa e Sony, apesar de terem analistas menos optimistas, não têm nenhum corajoso o suficiente para recomendar "vender" os títulos das companhias. 

Os patrocinadores na bolsa

Fonte: Bloomberg. Valores a 10 Maio de 2010. P/L=Preço/lucros por acção 12 meses. P/VC=Preço/valor contabilístico por acção 12 meses. n.a.- não aplicável. Empresa registou prejuízos nos últimos 12 meses. Recomendação = recomendação predominante entre os analistas que acompanham a empresa.