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Casas demoram mais tempo a serem comercializadas

Nos primeiros três meses de 2010, as casas novas situadas em Lisboa demoraram mais seis meses a serem vendidas do que no mesmo período de 2009. Clique para visitar o canal Dinheiro

Rute Gonçalves Marques (www.expresso.pt)

Há más notícias para o mercado imobiliário. As casas na Área Metropolitana de Lisboa estão a demorar mais tempo a vender, de acordo com as estatísticas do Confidencial Imobiliário (Ci) relativas ao primeiro trimestre do ano. As habitações novas estão a demorar cerca de 18 meses a ser absorvidas, enquanto no período homólogo demoravam apenas 12 meses. Para as casas usadas, o período compreendido entre a data de entrada e de saída do imóvel da base de dados do Ci ascende a 17 meses, quando no mesmo período de 2009 era de 10 meses. O aumento do tempo é ainda mais acentuado se a comparação for feita com os primeiros trimestres dos dois anos precedentes (2007 e 2008), em que os tempos de absorção eram de sete meses nos novos e nove meses nos usados. É na margem norte do Tejo e em Cascais que as habitações, tanto novas como usadas, registam mais tempo de absorção (21 e 20 meses, respectivamente) e Loures é a cidade onde demoram menos tempo (14 meses nos novos e 15 nos usados). O estudo revela ainda que o fluxo de entrada de imóveis foi inferior ao fluxo de saída. Nos primeiros três meses do ano, entraram para a base de dados uma média de 1000 imóveis de cada concelho da Área Metropolitana de Lisboa e saíram cerca de 1500 fogos, em média. "Esta é uma situação aparentemente favorável à absorção, tendo contudo que considerar-se que algumas destas saídas poderão ser apenas desistências da oferta", pode ler-se no comunicado enviado pela Confidencial Imobiliário. Cascais é o concelho mais afectado pela fraca absorção. É aqui que se concentra a maior bolsa de alojamentos novos na área metropolitana (16%) e onde as casas demoram mais a vender. Numa das freguesias do concelho, o tempo chega aos 34 meses nos alojamentos novos.

O estudo revela ainda que o número de fogos licenciados está em retracção desde 2003, tal com nos preços, que estão a decrescer em todos os tipos de imóveis.