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Oportunidades no franchising

Começa hoje a Expofranchise, no Centro de Congressos de Lisboa. Se está desempregado, conheça algumas boas oportunidades de se tornar patrão de si mesmo.

Rute Gonçalves Marques (www.expresso.pt)

Abrir um negócio em regime franchising é caminhar em terreno seguro e apostar num investimento com uma margem de risco reduzida. É investir com confiança num conceito já testado e vencedor, sem ter que arrancar do "zero". E os números são uma prova disso mesmo: apenas 20% dos negócios em franchising fracassam, percentagem bastante inferior aos 80% de negócios independentes que não vão avante, segundo dados fornecidos por Andreia Jotta, directora do Instituto de Formação em Franchising - IFF. Os últimos dados do Eurostat dizem que, em Março, a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 10,5%. Se faz parte desse grupo, valerá a pena visitar a Expofranchise que decorre entre hoje e Domingo, para descobrir potenciais negócios para investir. Criar o seu próprio emprego "iniciar um novo projecto, com mais segurança e confiança, beneficiando da mais-valia de ter conceitos vencedores", explica a responsável da feira. "O sistema de franchising permite crescer a um ritmo que seria impossível com uma estratégia de unidades próprias", prossegue a especialista. Se pretende avançar, saiba que há oportunidades para todas as bolsas. O investimento a fazer para abrir um negócio em regime franchising varia consoante a área onde pretende entrar, mas "existem oportunidades para todos os níveis de investimento, desde 100 euros para formação em e-learning até mais de 250 mil euros para clínicas dentárias ou health clubs e ginásios".

Boas oportunidades

É no sector dos serviços onde residem as maiores apostas dos portugueses, de acordo com os dados do último Censo do Franchising em Portugal, publicado pelo IFF. Estes representam 51,7% do total de oportunidades de franchising em terras lusas, concentração essa que "está em linha com outra tendência verificada que é o crescimento das oportunidades de baixo investimento que, na sua maioria, pertencem ao sector dos serviços", explica Andreia Jotta. Uma das áreas que mais cresceu foi a da estética e bem-estar, impulsionada por uma sociedade cada vez mais preocupada com a imagem e saúde. Assim como a área ligada à formação e ensino, devido à "necessidade de preenchimento dos tempos livres das crianças e à necessidade por parte dos pais em equilibrar da melhor forma as exigências profissionais com a vida pessoal", acrescenta a responsável. Enquanto isso, já existem algumas marcas nacionais a vingarem lá fora em regime franchising. É o caso da NNB - National Business Brokers -, rede de consultores financeiros, das marcas de acessórios Lune Bleu e Parfois e da marca de roupa infantil Petit Patapon.

Condicionantes do negócio

Fazer parte de um negócio franchising significa ter um conceito por trás, o que poderá fazer com que a margem para inovação seja limitada, refere Andreia Jotta. "Por vezes, pode originar alguma incompatibilidade entre o trabalhar em rede e o perfil do próprio empreendedor", assume a responsável. Isto significa que a estratégia de negócio é definida pela marca, que terá limites de actuação e, mesmo assim, tem que ter a consciência que poderá fracassar. Além disso, há ainda a possibilidade de ter de pagar royalties e taxa de publicidade, caso o franchisador cobre este tipo de encargos, alerta a directora do IFF.

Os negócios low cost

Um dos maiores obstáculos ao franchising é a dificuldade de acesso ao financiamento de novos projectos junto da banca. Por esse motivo, "foram criados negócios pensados de raiz para serem à 'prova de crise', mais ajustados à realidade económica actual", como explica a responsável. Desta reestruturação de conceitos existentes nasceram as chamadas "oportunidades low cost". "Actualmente, 58% das oportunidades de negócio são de baixo investimento, ou seja, até 50 mil euros". Como alternativas ao tradicional crédito bancário, Andreia Jotta sugere o recurso a apoios estatais, que visam combater o desemprego, nomeadamente as duas linhas criadas pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade - MicroInvest e Invest+ - destinadas a apoiar a criação de novas empresas por parte de desempregados, jovens à procura de primeiro emprego e a criação do próprio emprego por beneficiários de prestações de desemprego. "Existem ainda outro tipo de incentivos públicos, que poderão e já são utilizados frequentemente, como o MODCOM, destinado a incentivar a modernização e a revitalização da actividade comercial, ILE - Iniciativas Locais de Emprego, CPE - Criação do Próprio Emprego ou Programa Finicia", exemplifica. Outra opção que também é bastante utilizada por quem quer abrir um negócio franchising é a Garatia Mútua.

Cinco regras de ouro para o sucesso

Identificar o negócio. É essencial gostar da actividade que pretende iniciar

Capacidade de Investimento adequada à actividade selecionada

Conhecer bem o modelo de negócio franchising

Recolher informação sobre a marca e o mercado em que está inserida

Contactar outros franchisados para compreender a relação franchisador/rede