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Taxa dos Certificados de Aforro em máximos de 8 meses

É o primeiro sinal da subida das taxas de juro. Em Junho, a remuneração para novas subscrições da série C dos Certificados de Aforro será 0,837%, o valor mais elevado desde Outubro de 2009.

Joaquim Madrinha (www.expresso.pt)

Uma aplicação que renda 0,673% líquidos a um ano, não é excitante para a maioria dos aforradores. Porém, dada evolução recente e as estimativas a um ano para a Euribor a 3 meses, os Certificados de Aforro começam a merecer alguma atenção.

Desde o dia 31 de Março, dia em que a Euribor a 3 meses registou o menor valor de sempre (0,634%), a taxa que serve de indexante para o cálculo da remuneração dos Certificados de Aforro subiu 10,6% para os 0,701%.

A taxa de remuneração para subscrições de Certificados de Aforro em Junho reflecte já o movimento ascendente do preço do dinheiro, mas tendo em conta o valor apontado pelos contratos de futuro sobre a Euribor a 3 meses até ao final do ano, o aforro dos certificados vai continuar a aumentar.

Segundo estes instrumentos usados pelos especialistas na previsão do valor futuro da taxa de juro, o valor da Euribor a 3 meses será 0,92% em Setembro e 1,01% em Dezembro, uma tendência de subida que se mantém até Dezembro de 2013, data em que o valor da Euribor a 3 meses rondará os 2,70%.

De acordo com a taxa de remuneração para as subscrições realizadas em Junho, que é a mais elevada desde Outubro de 2009, quem aplicar dinheiro em Certificados de Aforro durante 10 anos, o prazo máximo, ganhará anualmente 1,52% líquidos de impostos, isto contabilizando os prémios de permanência que estes produtos conferem aos aforradores e assumindo que a taxa de remuneração se mantém constante (0,837%).

É verdade que na banca comercial existem depósitos mais competitivos, em particular nos prazos mais curtos. Mas, para quem pretender uma aplicação que ganhe com a subida da taxa de juro, os produtos de aforro do Estado começam a ser uma opção a ter em conta.