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Saiba quais os melhores certificados para a sua carteira

A partir de 1 de Julho será possível investir nos novos Certificados do Tesouro. Saiba se compensa investir ou até trocar os seus Certificados de Aforro pelo novo produto de poupança do Estado.

Joaquim Madrinha (www.expresso.pt)

No próximo mês, os pequenos investidores poderão finalmente investir em dívida pública nacional e serem remunerados a uma taxa próxima da paga pelo Estado nas Obrigações do Tesouro (OT). Enquanto nos Certificados de Aforro (CA), a remuneração depende da evolução da taxa Euribor a 3 meses, nos Certificados do Tesouro (CT), as taxas de referência praticadas dependerão do período de tempo que os investidores deterem os CT, sendo mais generosas à medida que o prazo do investimento for maior.

O esquema de remuneração

De acordo com o regulamento, a remuneração paga nos primeiros 5 anos terá como referência a taxa paga pelas Obrigações do Tesouro a 5 anos, aquando o leilão da emissão das OT - 3,701%, segundo a taxa de juro média paga na última emissão de OT a 5 anos. Todavia, nos primeiros 5 anos, a remuneração anual terá como base a mais baixa das remunerações entre taxa média paga pelo Estado na última emissão de Bilhetes do Tesouro (1,038%) - dívida pública com maturidade até 1 ano - e taxa Euribor a 12 meses (1,257%, a 28 de Maio). Estas duas taxas serão determinadas mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar anualmente durante o período de aplicação. Só no quinto ano é que se faz a convergência para a remuneração das OT a 5 anos. Ou seja, o Estado pagará o diferencial entre os juros pagos com base na Euribor a 12 meses ou na taxa média da última emissão de BT.

No segundo quinquénio, o esquema de remuneração é similar. No entanto, como o investimento ultrapassa os 5 anos, a taxa de juro anual será a praticada pelas Obrigações do Tesouro a 5 anos e, no último ano, faz-se o acerto tendo em conta a remuneração das OT a 10 anos, à data da subscrição do produto (5,225%, segundo a emissão realizada a 9 de Junho).

Qual a melhor opção?

As contas não são fáceis e o regulamento deixa algumas dúvidas sobre quais as taxas base de cálculo a utilizar. No entanto, é possível concluir que, a 10 anos, os CT são mais rentáveis que os CA. Não se pode dizer o mesmo para os prazos inferiores a 5 anos. Quem pretende uma aplicação até 4 anos deve optar pelos CA.

Certificados de Aforro vs Certificados do Tesouro

Fonte IGCP. Rendibilidades anualizadas em euros líquidas de impostos, já tendo em conta o aumento da taxa liberatória sobre os juros de 20% para 21,5%. Para os cálculos foram utilizadas a taxa de juro média da emissão de BT realizada a 18 de Março (1,038%), a taxa média do leilão de OT a 5 anos realizado a 26 de Maio (3,701%) e a taxa média do leilão de OT a 10 anos realizado a 9 de Junho (5,225%).16 de Junho de 2010.

Outras diferenças

Mas as diferenças entre os dois produtos de aforro estatal não se ficam pela taxa de remuneração. Entre elas, destaque para o montante mínimo de investimento que nos CT é 10 vezes superior ao exigido nos CA. Há também a questão da liquidez sem penalização de juros. Ambos os produtos permitem o resgate total ou parcial após um determinado período mínimo e garantem o capital investido, mas para não perder os juros corridos, os investidores só poderão realizar os resgates nas datas em que vencem os juros. Ou seja, de 12 em 12 meses nos CT e de 3 em 3 meses nos CA.

Características

Fonte IGCP.