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Bancos sobem spreads no crédito à habitação

Depois do BPI, o BES e o BPN subiram os spreads para os créditos à habitação com taxa indexada. A subida do BES é a mais forte com o spread mínimo a passar dos 0,90% para os 2%.

Nuno Alexandre Silva (www.expresso.pt)

Os efeitos da crise da dívida pública estão a aparecer nos preçários dos bancos. Depois do banco  BPI ter subido os limites dos spreads aplicados aos créditos à habitação de 1%-2,45% para os 1,25%-3,35% no princípio de Maio, agora é a vez do Banco Espírito Santo (BES) e do Banco Português de Negócios (BPN) ampliarem os custos associados aos empréstimos para compra de casa.

Quem vai sentir mais diferença no acesso ao crédito são os clientes do BES. Para um cliente que for hoje ao banco para contrair um empréstimo para aquisição de casa indexado à Euribor, não vai conseguir um spread abaixo dos 2%, quando até agora o limite mínimo estava nos 0,9% (o limite das margens está entre 2% e 4,40%). Simulando um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a 6 meses média de Abril, um mutuário pagaria até agora 362 euros de prestação mensal com o spread mais baixo do banco. Agora, o mesmo cliente não conseguirá pagar menos de 419 euros, com o spread de 2%.

O Banco Português de Negócios subiu também, no princípio desta semana, a sua margem que cobra nos empréstimos à habitação. Se até agora o spread ia dos 0,95% aos 3,10%, o BPN subiu a fasquia para o intervalo entre 1,10% e os 3,40%. Num empréstimo semelhante ao anterior, um cliente poderá ter de pagar mais 8 euros por mês para comprar casa.