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"Playboy" despida de lucros

Nos últimos meses, a Playboy Enterprises tem feito um strip-tease de lucros com a Internet a pagar para ver. Mas, segundo o presidente executivo, Scott Flanders, 2010 será o ano da transição. Clique para visitar o canal Dinheiro

Jorge Pires (www.expresso.pt)

A empresa que produz a famosa revista masculina "Playboy" está como as modelos que a recheiam: de tanga ou lá próximo. A crise da gigante criada em 1953 por Hugh Hefner é tão grave que já surgiu a hipótese de ser vendida.

Uma simples análise ao comportamento das acções da Playboy Enterprises na bolsa demonstra a nudez da companhia. No último quinquénio, os títulos perderam 72 % do seu valor, devido à quebra nos resultados provocada por uma queda de 40% das vendas. A gestão justifica a quebra com a massificação da Internet e diz que não está nua de soluções.

Os resultados do primeiro trimestre de 2010 até foram animadores para os investidores da empresa. Segundo Scott Flanders, Chefe Executivo da Playboy Enterprises, "estamos claramente a fazer progressos com os nossos esforços para rentabilizar mais a marca e assim regressar aos lucros sustentados". As iniciativas para a redução de custos implementadas ao longo dos últimos 18 meses, foram responsáveis por melhorias nas contas financeiras do grupo liderado por Hugh Hefner.

Como resultado da política de redução de custos, este ano, em vez do tradicional carro topo de gama oferecido à Playmate do ano (Hope Dworaczyk), foi oferecida uma mota.

"Acreditamos que 2010 será um ano de transicção e que os verdadeiros benefícios da nossa estratégia serão mais evidentes no próximo ano. As receitas provenientes das vendas das revistas continuarão a diminuir este ano, mas as margens operacionais devem melhorar", afirmou Scott Flanders aquando a apresentação dos resultados trimestrais da empresa.

Para os analistas que seguem a empresa na bolsa, os lucros só chegarão em 2011 (€0,065 por acção), e a recomendação é unânime: "manter".