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Fundos de pensões em queda no mês de Abril

O fraco desempenho dos mercados accionistas não deu tréguas aos fundos de pensões portugueses. Mas, desde o início do ano, a rendibilidade continua positiva em 1,5%. Clique para visitar o canal Dinheiro

Ana Pimentel (www.expresso.pt)

Depois de terem subido 1,8% em Março, a rendibilidade mediana dos fundos de pensões portugueses caiu 0,2% em Abril. Os fundos de acções europeias foram os que mais desceram, 1,7%, ao contrário dos das outras acções estrangeiras, que subiram 1,2%. As obrigações também tiveram uma performance negativa no total, mas os títulos "não euro" renderam 0,6%, em Abril.

Apesar da descida do mês passado, as rendibilidades continuam positivas paras as performances dos fundos, desde o início do ano, em 1,5%. O sector das acções continua a ser o que mais rende, 3,3%, no total. Só as outras acções estrangeiras somam ganhos de 6,6%, sendo que as europeias rendem 1,8%. Na dívida, as obrigações "não euro" estão em patamar de igualdade com as de taxa fixa euro, com rendibilidades de 2,3%. Desde o início do ano, as obrigações de taxa variável em euro são as que menos rendem, 1,1%.

Mercados accionistas com desempenho negativo

Em comunicado, a Mercer explica que a rendibilidade mediana negativa destes fundos se deve à performance das acções europeias e das obrigações de taxa fixa. "O mercado accionista efectuou um movimento de correcção em Abril. Apesar dos bons resultados trimestrais divulgados pelas empresas, da melhoria dos índices de sentimento económico e da obtenção de uma solução para o 'caso grego', os mercados accionistas obtiveram performance negativa", adianta a consultora.

Para este fraco desempenho, contribuíram a desvalorização de títulos financeiros, o incumprimento das expectativas relativas ao crescimento da economia norte-americana e a performance do sector energético (afectado pela fuga de petróleo no Golfo do México). O desempenho do sector dos recursos naturais também influenciou a performance dos fundos, podendo enfrentar uma redução da procura por parte da China e em virtude do aumento dos impostos na Austrália.

Quanto ao mercado de taxa fixa, foram registados subidas nos spread da dívida portuguesa e grega, relativamente à dívida alemã. As principais taxas de juro (FED e BCE) não sofreram alterações. "Na maior componente de investimento das carteiras dos fundos de pensões (obrigações taxa fixa), a performance agregada foi de -0,2%", diz a Mercer. Já a yield das obrigações de dívida privada com qualidade de crédito AA e maturidade superior a 10 anos (índice de referência para as taxas de desconto dos fundos de pensões) era de 4,47% no final do mês.

Os fundos de pensões são patrimónios autónomos destinados ao financiamento de planos de reforma, podendo ser abertos ou fechados. Os abertos permitem a adesão individual como os Planos Poupança Reforma/educação e os Planos Poupança Acções, quando constituídos sob a forma de fundos de pensões. Os fechados dizem respeito apenas a um associado ou quando se verifica que existe um elo de natureza empresarial, associativo, profissional ou social.

O Espírito Santo Multireforma é o fundo de pensões aberto gerido em Portugal mais lucrativo dos últimos 5 anos, com 4,11% por cada ano investido. Nos últimos 12 meses, o Espírito Santo Multireforma Acções subiu 42,99%, com mais de 35% de investimento nesta classe de activos. O Espírito Santo Multireforma Plus também cresceu 16,25% no último ano.

Conheça os fundos de pensões em actividade na página da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP).