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Despedir os piores é mais eficaz que reduzir salários

O economista americano Eduard Schwartz diz que o despedimento dos "piores" funcionários públicos seria uma medida "mais eficiente" para um país combater o défice do que a redução geral dos salários.

O economista americano Eduard Schwartz que o despedimento dos "piores" funcionários públicos seria uma medida "mais eficiente" para um país combater o défice do que a redução geral dos salários.   "Em vez de baixar o salário a toda a gente, seria mais eficiente despedir 10 por cento dos piores funcionários públicos e deixar os bons. Numa empresa particular, é assim que se faz", disse à Lusa Eduard Schwartz.     "Mas, politicamente, essa é uma decisão muito difícil, porque aumentaria muito o desemprego. Politicamente, é mais fácil baixar os salários a toda a gente", admitiu.     Eduard Schwartz falou à Lusa à margem de uma Conferência Mundial de Finanças, promovida pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo.     O catedrático da Universidade da Califórnia reconheceu que o euro "atravessa o seu momento mais difícil de sempre", mas, mesmo assim, sublinhou que tem "bastante confiança, a longo prazo" na moeda única da Europa.     "A longo prazo, tenho bastante confiança no euro", lembrando que "o dólar só está a subir em relação ao euro porque a Europa está muito mal e não porque os Estados Unidos estejam bem".  

Desvalorização do euro torna Europa "mais competitiva" 

Acrescentou, no entanto, que a desvalorização do euro "tem a vantagem de tornar a Europa mais competitiva, porque assim poderá exportar melhor" para países como os Estados Unidos ou China.     "A desvantagem é que o euro estava a aparecer como moeda de reserva e se se desvaloriza muito isso será mais difícil. Mas, a longo prazo, tenho bastante confiança no euro", reiterou.     O economista vaticinou que, a partir do próximo ano, "as coisas vão começar a melhorar na Europa" e que o 'Velho Continente' se poderá tornar "numa potência mundial como os EUA ou a China", se conseguir uma maior coordenação da política orçamental e se puser em prática uma política internacional "mais em conjunto".     Para Eduard Schwartz, a solução, defendida por alguns economistas, de um país sair do euro para recuperar a sua economia não se afigura viável, já que "a parte administrativa seria muito difícil" e haveria a oposição "dos grandes países".     Admitiu, no entanto, que essa solução teria a vantagem de tornar o país "mais competitivo", face à adoção de uma moeda menos forte.     "A Europa está empenhada em manter o euro, resolver os problemas, ajudar os países débeis e seguir em frente. E essa é a melhor solução", afirmou.   Na opinião do especialista americano, "seria muito difícil" conceber a união política da Europa sem a união monetária. "Se mesmo com a união monetária já é difícil...", concluiu.    *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.