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Desemprego é o maior problema da economia portuguesa, diz Teixeira dos Santos

Essa questão tem de ser resolvida pela economia, com base na vitalidade do sector empresarial e na capacidade de investimento, e não por decreto, acrescentou o governante.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, reconheceu esta quinta-feira que o problema do desemprego é o mais sério que a economia portuguesa enfrenta e que o Governo está a fazer esforços para o enfrentar.

Durante o debate sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2008 na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, Teixeira dos Santos disse que "a questão do desemprego é o problema mais sério" que existe na economia portuguesa.

Entre 2005 e o final do segundo semestre de 2007, foram criados 60 mil empregos líquidos em Portugal, recordou o ministro, dizendo que esta evolução surge devido à aceleração da economia portuguesa.

No entanto, este valor fica ainda bastante aquém dos 150 mil postos de trabalho prometidos pelo primeiro-ministro, José Sócrates, para o conjunto da legislatura.

A taxa de desemprego em Portugal estava nos 7,9% no final do segundo trimestre deste ano.

Teixeira dos Santos reconheceu, ainda, que o desemprego em Portugal não é "meramente conjuntural", mas antes estrutural, algo que é explicado pelo facto de Portugal estar a viver um processo de reestruturação na economia.

"O Governo está a enfrentá-lo [ao desemprego estrutural]", afirmou o ministro das Finanças.

Prova disso, continuou o governante, é a subida de 50% das despesas em formação profissional previstas no Orçamento do Estado para 2008 e a subida das verbas comunitárias que serão afectas a esta área no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

O PCP mostrou-se preocupado com os números elevados do desemprego em Portugal e questionou o "tom optimista" das previsões macroeconómicas do Governo, que acusa de privilegiar os funcionários portugueses da Comissão Europeia, por querer reduzir o número de anos de troca de um veículo e baixar o imposto desse automóvel.

A essa crítica, Teixeira dos Santos respondeu que a proposta de alteração que consta do OE para o próximo ano se justifica por uma questão de harmonização com outros Estados-membros, já que o objectivo é dar-se o "mesmo tratamento" que têm os outros países da União Europeia nessa matéria.