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Depositantes do Banco do Chipre podem perder 60% do dinheiro

Os grandes clientes do maior banco cipriota poderão sofrer cortes de 60% dos seus depósitos superiores a 100 mil euros. Ministro das Finanças alemão garante que o Chipre é "caso único."

O Banco do Chipre, o maior do país, anunciou hoje que o corte dos depósitos poderá chegar aos 60%, como contrapartida do resgate de dez mil milhões de euros.



Segundo a Reuters, numa primeira fase está previsto que 37,5% dos depósitos acima dos 100 mil  euros serão convertidos em ações do banco, sendo que esse valor poderá subir para 60% no futuro, face a uma nova recapitalização.



O caso do Chipre está a assustar depositantes por toda a Europa, mas o ministro das Finanças alemão garante que as poupanças estão seguras.  

"O Chipre é e continuará a ser um caso único e especial. Os depósitos na Europa estão seguros", garantiu hoje o ministro das Finanças alemão, Wolfang Schauble, em entrevista ao jornal "Bild".

Evitar fuga de capitais

Segundo o governante, os principais bancos do Chipre eram "na prática insolventes", sendo que o Estado cipriota "não poderia assegurar o dinheiro dos seus depósitos", face à situação de rutura do sector bancário no país. A única hipótese era a ajuda dos outros Estados-membros, acrescentou.  

Na quinta-feira, os bancos cipriotas voltaram a reabrir doze dias depois, formando-se filas às portas, sob fortes medidas de segurança. Apesar dos receios não se registaram acidentes, tendo a abertura dos balcões decorrido com civismo, situação que foi elogiada pelo presidente Nicos Anastasiades.

A reabertura dos bancos foi acompanhada por restrições ao movimento de capitais, que a Comissão Europeia já veio dizer que só são aceitáveis em situações excecionais e pelo menor tempo possível.