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Crise: FMI garante que recuperação global está "mais rápida"

Apesar das dúvidas sobre a retoma financeira, o diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirma que a recuperação está a acontecer "antes e mais rápido".

A recuperação global, após a crise financeira, está a acontecer de forma "mais rápida" do que as projeções iniciais, disse hoje o diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. 

"Quando se olha para a situação geral e o comportamento das bolsas, existe uma dúvida sobre a retoma", afirmou o responsável, ao participar num seminário em São Paulo. "Mas, na realidade, a recuperação está acontecendo antes e mais rápido do que se esperava, o que pode ser verificado pelo desempenho da Ásia, que vem crescendo a um ritmo muito elevado, e também do Brasil", salientou. 

Strauss-Kahn disse que o Brasil "tomou as decisões certas até agora e não se espera que venha a cometer equívocos".  

"Evitamos a Grande Depressão"

"Gostaria de ver outras das 86 economias do FMI se saindo tão bem quanto o Brasil", disse o responsável, ao salientar que não vê "nenhuma ameaça à economia brasileira" e que "o futuro não é tão brilhante para a Europa como é para o Brasil". 

Strauss-Kahn sublinhou que a Grécia tem dois problemas: o tamanho do défice público e a quebra de 25 por cento da competitividade da sua economia, em relação aos países médios, nos últimos cinco anos. 

O diretor do FMI disse que a dívida pública de todos os países aumentou durante a crise global mas, "curiosamente", não por causa dos incentivos concedidos, uma vez que "apenas um décimo vem dos estímulos, o resto é do declínio económico". 

"Evitamos um problema tão grave quanto a Grande Depressão, predominantemente porque a comunidade internacional somou esforços. É mais fácil fazer todos trabalharem juntos quando têm medo", afirmou. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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