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Constâncio esperava abrandamento da economia

O governador do Banco de Portugal já esperava o abrandamento da economia portuguesa. Mesmo assim, os números são piores do que o esperado.

Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, não se mostrou surpreendido com os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), que mostram um crescimento negativo de 0,2% da economia portuguesa, em comparação do período homólogo. O governador concorda, por isso, com a revisão em baixa do crescimento económico feita pelo Governo para o crescimento económico este ano.

"Há muito tempo que tenho sublinhado que as condições de evolução da economia internacional tinham efeitos sobre a economia portuguesa", disse Vítor Constâncio, hoje à entrada de uma conferência sobre desenvolvimento económico no espaço europeu que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Constâncio afirmou ainda que a revisão da previsão de Janeiro já estava prevista, tendo em conta a "desaceleração significativa do crescimento de Dezembro até Março".

No entanto, o governador do Banco de Portugal admite que o resultado é pior do que o previsto. "O número que se acabou por se verificar, publicado pelo INE, é um pouco pior do que esperávamos, mas mesmo assim encontra-se dentro do que estava previsto pelo nosso indicador coincidente da actividade económica".

Constâncio afastou qualquer hipótese de recessão e mostrou-se optimista no desempenho da economia portuguesa e da europeia.

O executivo liderado por José Sócrates reviu em baixa, de 2,2% para 1,5% a previsão do crescimento económico, depois do INE ter anunciado o abrandamento da economia portuguesa no primeiro trimestre de 2008.

 

  • O produto interno bruto (PIB) português cresceu 0,9% em termos homólogos nos três primeiros meses deste ano. Trata-se de uma redução para metade do ritmo registado no último trimestre de 2007.