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CMVM diz que acções que Telefónica vendeu continuam a ser-lhe imputadas

Cabe ao presidente da mesa da Assembleia Geral da PT decidir se os 10% que são imputados à Telefónica podem ou não votar.

Pedro Lima (www.expresso.pt)

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deliberou que os direitos de voto inerentes às cerca de 71 milhões de ações, correspondentes a cerca de 8% da PT, vendidos pela Telefonica  e registados para votar na Assembleia Geral (AG) da PT devem continuar a imputar-se à empresa espanhola.

Isto significa que os 8% que agora voltam à esfera da Telefónica poderão não ser utilizados na assembleia geral (AG) de quarta-feira, uma decisão que estará nas mãos do presidente da mesa da AG, Menezes Cordeiro.

Só na reunião de acionistas, marcada para votar a proposta da Telefónica de comprar os cerca de 30% que a PT tem na brasileira Vivo, é que se saberá se a Telefonica pode ou não votar numa proposta que ela própria fez, e na qual tem, naturalmente, interesse.

A empresa espanhola tinha anunciado a 23 de Junho que reduziu a sua participação na PT de 10% para 2,02%.

Na sua decisão, a CMVM refere que os contratos celebrados entre a Telefónica e as entidades a quem vendeu as ações, a UBS e TPG, nomeadamente, estão diretamente relacionados com a aquisição de posições acionistas resultantes da redução da participação da Telefónica.

Além disso, diz a CMVM, "a Telefónica mantém intacta a exposição aos riscos e benefícios económicos das ações que alienou". Por outro lado, "os adquirentes não assumiram através das ações alienadas pela Telefónica interesse económico direto na sociedade" e "os contratos contêm mecanismos que permitem de facto à Telefónica recuperar as ações alienadas".