Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

CDS confronta Governo sobre política fiscal

Na interpelação de hoje no Parlamento, o CDS "vai procurar evidenciar" que "há alternativas" ao aumento de impostos, como o corte "na gordura do Estado".

O CDS-PP vai confrontar hoje o Governo com o rumo seguido na área fiscal que "onera os contribuintes" e procurar "encontrar alternativas" ao aumento de impostos.  

"Vamos procurar perceber como é que o Governo se vai desembrulhar daqui para frente, quando neste momento atingimos 39% do PIB em carga fiscal, o que é muitíssimo elevado", afirma a deputada do CDS-PP Assunção Cristas.  

A deputada frisa que Portugal "está entre os quatro piores casos europeus" no que respeita "ao esforço fiscal" dos contribuintes. Assunção Cristas acrescenta que o CDS mantém "esperanças" de que o Presidente da República envie o diploma que aumentou os impostos para o Tribunal Constitucional, defendendo que existe uma retroatividade inconstitucional.  

"É uma questão que vamos colocar em cima da mesa. Esperanças temos de que o senhor Oresidente da República possa pegar na matéria e mandá-la para o Tribunal Constitucional", afirma. 

Alternativas existem

Na interpelação parlamentar, o CDS "vai procurar evidenciar" que "há alternativas" ao aumento de impostos, como o corte "na gordura do Estado".

"Isso para nós é um ponto muito sério. O Governo não pode querer convencer os portugueses de que não há alternativa. As alternativas existem, são é mais difíceis, não são tão rápidas, claro, é muito mais fácil subir impostos do que cortar na gordura do próprio Estado", diz a deputada. 

O aumento de 1 e de 1,5% do IRS, frisa Assunção Cristas, "não traz crescimento económico, não dá disponibilidade às pessoas para animarem a economia e, sobretudo, não tem uma contrapartida no corte da despesa", acentua a deputada centrista.  

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.