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Cavaco Silva não comenta aumento dos impostos

Presidente da República não comenta intenção do Governo e do PSD de aumentar os impostos e relembra que está a acompanhar a visita do Papa a Portugal.

O Presidente da República escusou-se hoje, em Fátima, a comentar o previsto aumento de impostos, lembrando que se encontra no Santuário para acompanhar o Papa Bento XVI.

"Eu estou aqui para acompanhar o Santo Padre", disse Cavaco Silva à entrada do santuário, onde o Papa Bento XVI se prepara para presidir à eucaristia.

Recusando-se a comentar as medidas que o governo deverá hoje anunciar para acelerar a redução do défice e responder à pressão dos mercados internacionais - como o aumento do IVA - Cavaco Silva limitou-se a sublinhar a forma entusiasta como os portugueses estão a receber Bento XVI.

Entusiasmo e alegria na recepção a Bento XVI

"Os portugueses estão a receber o santo padre com muito entusiasmo e com muita alegria", afirmou, acrescentando: "Ele tem-nos deixado uma palavra de esperança".

Este entusiasmo não surpreendeu o chefe de Estado. "Aliás, logo no primeiro encontro que tive com o santo padre disse que não tinha a mínima dúvida de que ele iria ser recebido com grande entusiasmo, um grande júbilo, uma grande alegria e que os portugueses iriam escutar sua mensagem", disse.

"Penso que depois de ele partir, [os portugueses] irão refletir sobre essa mensagem, sobre a profundidade do seu pensamento", frisou.

Para Cavaco Silva, a visita de Bento XVI "tem corrido bem". "Não me surpreende que os portugueses tenham aderido desta forma tão forte à simpatia, à mensagem de bondade e também de profundidade das palavras" do Papa.

Cavaco Silva avançou ainda que está a acompanhar "em permanência" tudo o que está acontecer, relacionado com a visita de Bento XVI a Portugal que começou terça-feira e decorre até sexta-feira, lembrando que foi ele que convidou o Papa a visitar Portugal.

Os aumentos do Governo e do PSD

 

O Governo deverá hoje anunciar um conjunto de medidas para acelerar a redução do défice e responder à pressão dos mercados internacionais.

Entre as medidas a ser negociadas com o PSD estão o aumento do IVA num ponto percentual nos três escalões, a subida do IRC em dois ou mais pontos percentuais, a redução de cinco por cento nos salários dos políticos, gestores públicos e membros das entidades reguladoras, para além de uma subida do IRS de 1 por cento para quem receba até cinco salários mínimos (2.375 euros por mês) ou de 1,5 por cento para quem receba acima desse valor.

Com estas medidas, o Executivo espera receber este ano cerca de 1.700 milhões de euros, o suficiente para que o défice das contas públicas possa chegar ao final de 2010 nos 7,3 por cento.