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Cavaco reconfortado

Presidente da República aponta EFACEC como exemplo a seguir.

"Neste tempo de crise, em que tanto se fala de recessão económica é reconfortante visitar uma empresa como a Efacec, em expansão, confiante no futuro", afirmou o presidente da República, Cavaco Silva, na inauguração da nova unidade de produção de transformadores de potência da empresa, em Matosinhos.

No seu regresso à Efacec, dezasseis anos depois de inaugurar, então como primeiro-ministro, o primeiro edifício da sua unidade de transformadores, Cavaco Silva não hesitou em apresentar a empresa como "um exemplo" que gostaria de "ver frutificar noutras áreas", pela capacidade demonstrada em "interpretar bem a globalização" e "erradiar optimismo quanto ao futuro".

Nessa altura, Cavaco Silva foi à Efacec com o seu ministro da Indústria, Mira Amaral, que  também acompanhou a visita de hoje à nova unidade de transformadores, onde a empresa investiu 30 milhões de euros para ampliar a sua capacidade de produção de transformadores, dedicada em 70% ao mercado externo.

Na fotografia dessa primeira inauguração, apresentada durante a cerimónia, está, também, Luís Filipe Pereira. Na altura secretário de Estado e hoje presidente da EFACEC, Luís Filipe Pereira antecipa já um ano de crescimento em 2009, apesar da crise internacional, apontando para um volume de encomendas de 1160 milhões de euros e vendas de 805 milhões de euros, com o mercado externo a absorver 71% e 60%, respectivamente.  

Presente em 65 países, a Efacec vai fechar este exercício com um volume de encomendas de 1,05 mil milhões de euros, antecipando assim para 2008 a meta que tinha fixado atingir em 2012. É um resultado que reflecte o crescimento acelerado da empresa no mercado externo e contrasta com os 430 milhões registados em 2006. O volume de vendas também multiplicou por 1,7 entre 2006 e 2008, para os 615 milhões de euros.

Mas apesar do sucesso, a Efacec também se confronta com alguns problemas. Assim, Luís Filipe Pereira aproveitou as presenças do Ministro da Economia, Manuel Pinho, e do presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, para denunciar as dificuldades de acesso que afectam a actividadade da empresa, designadamente "os grandes problemas que o alargamento da EN 13 trouxe ao transporte de grandes transformadores".

"A situação actual coloca já sérios problemas à saída dos grandes transformadores para o Porto de Leixões, levantando obstáculos à sua exportação e aumentando os custos", referiu Luís Filipe Pereira, salientando que  sempre que é necessário transportar um grande transformador, as autoridades de trânsito têm de fechar a circulação na via de forma a permitir a saída dos veículos de grande dimensão da fábrica.