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BES justifica venda com libertação de uma parceria de "confiança" (vídeo)

Ricardo Salgado, presidente do BES, justifica a decisão de venda da participação da Vivo com a impossibilidade de manter uma parceria indesejada com a Telefónica. Admite que poderá vir a vender a participação na PT, se for necessário fazer face às novas exigências de Basileia em termos de reforço de capital. (Vídeo no fim do texto).

Anabela Campos (www.expresso.pt)

O presidente do BES admite que poderá vir a vender a participação na PT, se for necessário fazer face às novas exigências de Basileia em termos de reforço de capital.

"A sucessão de atitudes por parte da Telefónica para adquirir os 50% da Vivo detidos pela PT (...), a par das ameaças de OPA e de bloqueamento de dividendos, são factores claros de fim de parceria", sublinhou Ricardo Salgado para justificar a sua decisão de venda da participação do BES.  Dentro de semanas, como o fim previsível da golden share, "fica claríssimo" que a Telefónica teria maior interesse na PT do que em 50% da vivo", adiantou.

"A persistência da manutenção da PT na Vivo só poderia redundar numa OPA da Telefónica sobre a PT" e foi por isso que "aprovámos está proposta". "Como acionistas minoritários gostaríamos de ver a PT portuguesa", acrescentou.

Venda da Vivo garantia futuro da PT

"É essencial para a sobrevivência da PT como empresa independente deixar a Vivo",  acrescentou. E "a melhor forma de garantir o futuro da PT será a sua libertação desta parceria", justificou. Até porque afirma o encaixe, 90% da actual capitalização bolsista da PT, serviria para capitalizar a operadora,  reduzir o passivo, resolver o problema do fundo de pensões e investir, sobretudo no Brasil.

Ricardo Salgado não quis comentar a decisão do Estado, nem o uso da golden share.  E afirmou que a nova proposta da Telefónica de 7,150 mil milhões de euros é "aceitável".