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BES exclui-se de um eventual movimento de concentração

Ricardo Salgado exclui a hipótese de o BES participar num movimento de concentração, tal como está acontecer com algumas Cajas em Espanha, mas admite que possa haver algumas iniciativas nesse sentido entre os bancos mais pequenos.

Anabela Campos (www.expresso.pt)

"Há muitos anos que ando a dizer que não me quero concentrar com ninguém. Já somos um banco muito grande para a dimensão do nosso país. Quanto mais nos concentrarmos, maior ficamos, mais racionalização e redução de posto de trabalho teríamos de fazer", afirmou Ricardo Salgado, presidente do BES, em Nova Iorque, onde está no âmbito de uma acção de promoção da economia portuguesa e do dia de Portugal em Wall Street.

"Gostaria de manter o BES independente dentro de uma estratégia vencedora", acrescentou.

"A nossa estratégia tem sido pela via da internacionalização e tem dado certo: 40% dos nossos resultados no primeiro trimestre vieram do exterior", explicou o banqueiro.

Todavia, diz, que é possível que venha a haver alguma concentração de bancos em Portugal. "Acho que é possível, mas mais na área dos pequenos e médios bancos", admitiu.