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BCP perdoou 15 milhões a accionista

Goes Ferreira não pagou juros do financiamento da compra de títulos do banco.

É mais um caso polémico a abalar a estabilidade de um dos maiores bancos portugueses. A notícia é avançada na edição de hoje do 'Jornal de Negócios'. Pedro Teixeira Duarte e Joe Berardo, dois accionistas que detém no conjunto cerca de 13% do capital do BCP, querem ver esclarecido um alegado perdão de 15 milhões de euros em juros devidos por empresas controladas por José Goes Ferreira, relativos ao financiamento da compra de acções do próprio banco durante os aumentos de capitais de 2000 e 2001.

Teixeira Duarte e Berardo enviaram, na semana passada, uma carta a pedir explicações sobre o caso ao presidente da comissão de auditoria e risco do BCP, Ricardo Bayão Horta, que respondeu que já pediu esclarecimentos ao conselho de administração do banco.

Ainda segundo o 'Jornal de Negócios', o alegado perdão terá sido concedido no final de 2004, último ano completo em que Jardim Gonçalves assumiu a liderança da instituição e foi responsável máximo pelas suas contas.

Este é mais um caso polémico, que surge após o fim-de-semana em que o Expresso noticiou que o BCP perdoou uma dívida de 12 milhões a Filipe Jardim Gonçalves, filho do fundador do banco.

Berardo diz que é necessária uma intervenção das autoridades de supervisão e pede mesmo a destituição dos actuais administradores do BCP.