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Bancos pedem €294 mil milhões ao BCE

A banca europeia pediu hoje emprestados ao banco central €132 mil milhões a três meses, que se juntam aos 162 mil milhões das operações semanais de ontem. É mais um sinal que o mercado monetário está longe da normalidade.

João Silvestre (www.expresso.pt)

O último empréstimo do Banco Central Europeu (BCE) aos bancos a um ano, uma possibilidade criada no auge da crise financeira, vence amanhã e os bancos da zona euro estão a tentar refinanciar-se nas outras operações do banco central. 

Ao todo, a banca tem que devolver €442 mil milhões pedidos em Junho de 2009. No caso das instituições financeiras portuguesas, são 8,6 mil milhões.

Para compensar, numa altura em que os sinais de estrangulamento no mercado interbancário continuam, os bancos foram obrigados a recorrer às restantes opções de cedência de liquidez do BCE. Ontem a banca europeia pediu emprestados 162 mil milhões a uma semana, nas operações normais do banco central, e já hoje foram buscar mais 132 mil milhões a três meses.  

Mercados em dificuldades 

Duas operações com volumes muito acima do que tem sido habitual nos últimos meses e que, mesmo tendo em conta a necessidade de devolver os fundos do empréstimo a um ano que chegou ao fim, são sinais das dificuldades que se vivem no mercado monetário.

Aliás, na semana passada, segundo a situação financeira do Eurosistema ontem divulgada pelo BCE, a injecção de liquidez nos bancos voltou a aumentar em cerca de 25 mil milhões de euros e está agora nos 870 mil milhões. Isto, ao mesmo tempo, que os depósitos dos bancos em Frankfurt também aumentaram.

Ou seja, os banqueiros continuam desconfiandos e, depois de pedirem fundos ao BCE a 1%, acabam por aplicá-los de volta com uma taxa inferior (0,25%).  

Os bancos europeus têm apelado ao BCE para manter os leilões a um ano, embora possam continuar a aceder a fundos ilimitados à taxa de 1% nos leilões semanais de fundos. Uma possibilidade criada para responder à crise, tal como os prazos mais longos, e que garante liquidez aos bancos desde que tenham activos para dar como colateral.