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Afinal os russos podem ajudar Chipre

Depois de terem recusado ajudar Chipre na semana passada, o Presidente russo pediu hoje ao Governo para rever as condições de um empréstimo de 2,5 mil milhões de euros concedido em 2011.

Carlos Abreu, com agências

O Presidente russo Vladimir Putin pediu hoje ao governo para rever as condições do empréstimo no valor de 2,5 mil milhões de euros concedido ao Chipre em 2011, noticia a BBC.

A zona euro decidiu esta madrugada proteger os pequenos depositantes cipriotas com a liquidação do banco Laiki e a restruturação do Banco de Chipre, mas, segundo o porta-voz do Governo de Chipre, Christos Stylianides, vai impor cortes de 30% aos depósitos superiores a 100 mil euros.

Segundo o correspondente da estação pública britânica em Londres, cresce em Moscovo a suspeita de que a União Europeia estará a usar o sistema bancário cipriota para atingir o dinheiro de cidadãos e empresas russas aí depositado.

Numa entrevista publicada na passada quinta-feira, dia 21, pelo jornal russo "Vedomosti", o governador do banco central de Chipre disse que os depósitos russos na ilha oscilam entre 4,9 e 10,2 mil milhões de euros, incluindo os ativos de todas as empresas aí presentes.

A agência Moody's estima os ativos russos em Chipre em 31 mil milhões de dólares (24 mil milhões de euros).

O ministro das Finanças cipriota, Michalis Sarris, esteve em Moscovo na semana passada sem que tenha conseguido convencer os russos a investir nos sectores bancário e energético (gás natural).

Segundo a Reuters, Sarris pediu à Rússia a extensão de um empréstimo concedido em 2011 no valor de 2,5 mil milhões de euros, que deveria ser liquidado em 2016, bem como a redução da taxa de juro de 4,5% em vigor.