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Administradores censuram ministro das Finanças

Teixeira dos Santos aviltou a imagem do banco e da gestão, refere um comunicado do assinado por todos os administradores do BCP.

A administração do BCP censurou hoje as declarações do ministro das Finanças sobre o banco, feitas domingo, considerando que elas desonram a imagem da instituição e dos seus responsáveis perante "stakeholders", o mercado e a opinião pública.

"O Banco Comercial Português é uma instituição de referência do sector financeiro e da economia portuguesa. Aos seus órgãos de gestão executiva cumpre assegurar a estabilidade do seu funcionamento, que deve ter como garantes máximos os órgãos de supervisão e a respectiva tutela, de quem não se esperam declarações que contribuam para aviltar a sua imagem e a dos seus primeiros responsáveis perante todos os seus stakeholders, o mercado e a opinião pública em geral", refere um comunicado do banco assinado por todos os administradores do BCP.

Isto, esclarece, a propósito de o Ministro de Estado e das Finanças ter declarado, no passado dia 6 de Janeiro de 2008, ainda que em sentido figurado, que "... quando uma casa é assaltada não faz sentido que se corra atrás do polícia, devemos é correr atrás do ladrão".

"Os signatários, membros do Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português, manifestam a sua estranheza e incompreensão perante as referidas declarações, que consideram atentatórias do seu bom nome pessoal e prestígio do Banco Comercial Português, em especial não tendo os órgãos de gestão executiva desta Instituição, ou qualquer dos seus membros sido informados da conclusão dos processos de averiguações em curso", referem os gestores.