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Acionistas do Banif aprovam Luís Amado e Jorge Tomé

A nova equipa de gestão do grupo Banif foi esta manhã aprovada em Assembleia Geral. O Banco de Portugal para já não se opôs aos novos nomes mas continua a avaliar a idoneidade dos orgãos eleitos. Jorge Tomé, acusado pelo Ministério Público num processo relacionado com a fusão entre a Compal e a Sumolis, diz estar de "consciência tranquila".

Isabel Vicente

Jorge Tomé, que transitou da Caixa Geral de Depósitos, será o presidente executivo do Banif e Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do governo socialista, assumirá o cargo de presidente do conselho de administração. As equipas do Banif foram hoje aprovadas em Assembleia Geral de acionistas, no Funchal, onde está a sede do grupo.

O Banco de Portugal disse em comunicado já ter conferido os registos provisórios dos órgãos sociais do Banif que contam apenas com três elementos vindos de fora, entre os quais Luís Amado, o único que não trabalhava na banca. Caso não existam impedimentos futuros, esses registos serão declarados definitivos.

Acusado pelo Ministério Público

A uma semana de assumir a presidência do Banif, Jorge Tomé foi acusado juntamente com mais três gestores da CGD de crime de burla tributária em co-autoria. Em causa está um negócio que remonta a 2006 e diz respeito ao processo de aquisição e fusão entre a Compal e a Sumol.

O Ministério Público diz que as várias entidades envolvidas - duas empresas do grupo CGD, um advogado da PLMJ e a Sumol+Compal - enganaram o fisco por pedirem a devolução de impostos no valor de 1,5 milhões de euros a que não tinham direito. O ex-administrador da Caixa, Jorge Tomé afirmou ao Expresso estar de consciência tranquila e que apenas fez "assessoria financeira na compra da Compal e não no processo de fusão".

Redimensionar Banif e vender

O novo presidente executivo do Banif tem como tarefa reforçar o capital e conferir mais liquidez ao grupo, nomeadamente no que diz respeito à atividade bancária.

Negociar a venda de uma das duas licenças do grupo no Brasil ou arranjar uma parceria com algum banco estrangeiro é uma das prioridades dos novos gestores. Libertar o banco de ativos não estratégicos e reajustar a atividade doméstica e sectorial à diminuição do negócio bancário é outro dos desafios.