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Sonae investe €110 milhões para reduzir a pegada ecológica

Para reduzir a sua pegada ecológica, a Sonae pretende investir nas vertentes da energia, da água, da redução e recuperação do desperdício alimentar e do desempenho ambiental

FOTO TIAGO MIRANDA

Banco Europeu de Investimento financia metade deste investimento da Sonae MC ao abrigo do Plano Juncker

A Sonae MC, que gere a área do retalho alimentar a nível nacional através da marca Continente, vai investir um total de €110 milhões, até 2022, para reduzir a pegada ecológica da sua cadeia de hipermercados e supermercados. Cerca de €55 milhões serão emprestados pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), ao abrigo do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, mais conhecido por Plano Juncker.

O contrato de financiamento deverá ser formalmente assinado nas próximas semanas, uma vez que o projeto de sustentabilidade energética e ambiental dos hipermercados e supermercados da Sonae MC já obteve luz verde daquela instituição europeia no final de 2018.

Fonte da Sonae MC confirmou ao Expresso que a empresa “tem uma política ativa de investimento na redução da pegada ecológica, na eficiência energética e na redução dos desperdícios das suas insígnias de retalho alimentar, no âmbito da qual solicitou ao BEI a obtenção de um empréstimo no valor até €55 milhões. O mesmo encontra-se em fase de finalização, prevendo-se que esteja disponível em breve”.

A mesma fonte acrescenta que a estratégia de sustentabilidade ambiental da Sonae MC visa consolidar a marca como uma referência no sector, embora prefira não adiantar mais informação sobre o projeto de investimento até à formalização do acordo com o BEI: “O acordo está a ser ultimado e mais detalhes serão revelados atempadamente.”

De acordo com a documentação a que o Expresso teve acesso, este projeto vai ao encontro da agenda europeia, quer pelo facto de apostar no uso eficiente dos recursos naturais e na transição para a economia circular quer pelo facto de a maioria dos investimentos serem projetados para as regiões menos desenvolvidas do país, contribuindo assim para a maior coesão económica, social e territorial da União Europeia.

O cronograma dos trabalhos abrange investimentos desde meados de 2018 a 2022 e incluirá hipermercados e supermercados espalhados por todo o país.

O empréstimo do BEI deverá financiar a renovação ou novos investimentos nas infraestruturas técnicas destes estabelecimentos. Além de consumirem água e gerarem desperdício, note-se que os hiper e supermercados têm instalados um significativo número de sistemas, desde iluminação, aquecimento, ventilação ou ar condicionado, além do sistema de refrigeração que é usado de forma extensiva para assegurar a conservação dos alimentos 24 horas por dia.

Para reduzir a sua pegada ecológica, a Sonae MC pretende investir de forma abrangente nas vertentes da energia, da água, da redução e recuperação do desperdício alimentar e do desempenho ambiental. É esperada uma poupança energética de 10%, além de menores emissões de gases com efeito de estufa.

NO PÓDIO DO PLANO JUNCKER

São já muitas as empresas privadas e organismos públicos que recorreram aos empréstimos que o BEI concede em condições mais favoráveis e ao abrigo do Plano Juncker. Depois da Grécia e da Estónia, Portugal é o terceiro país da UE que mais tem aproveitado este novo tipo de financiamento europeu, tendo já captado €2490 milhões para mobilizar os €8830 milhões de investimentos no país.

Entre os maiores empréstimos concedidos pelo Plano Juncker a Portugal estão os €420 milhões obtidos pela Águas de Portugal para investir nas infraestruturas hídricas do país e os €250 milhões com que a Câmara Municipal de Lisboa conta reabilitar vários pontos e equipamentos da cidade. O novo campus da Nova School of Business and Economics em Carcavelos também recebeu um empréstimo de €16 milhões, enquanto a Science4­You obteve €10 milhões para desenvolver novos produtos e aumentar as suas vendas.

A mesma fonte acrescenta que a estratégia de sustentabilidade ambiental da Sonae MC visa consolidar a marca como uma referência no sector, embora prefira não adiantar mais informação sobre o projeto de investimento até à formalização do acordo com o BEI: “O acordo está a ser ultimado e mais detalhes serão revelados atempadamente.”

De acordo com a documentação a que o Expresso teve acesso, este projeto vai ao encontro da agenda europeia, quer pelo facto de apostar no uso eficiente dos recursos naturais e na transição para a economia circular quer pelo facto de a maioria dos investimentos serem projetados para as regiões menos desenvolvidas do país, contribuindo assim para a maior coesão económica, social e territorial da União Europeia.

O cronograma dos trabalhos abrange investimentos desde meados de 2018 a 2022 e incluirá hipermercados e supermercados espalhados por todo o país.