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Braga quer transformar antiga fábrica em centro de artes

Polémica. Edifício histórico em Braga continua à espera de uma segunda vida, mas a solução possível não é consensual

André Rito (texto) Filipe Rodrigues (fotos)

"A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte, nas casas, nos carros, nas pontes.” A frase, eternizada pela voz de Vítor Espadinha, no disco dos Ornatos Violeta “O Monstro Precisa de Amigos”, está pintada em letras desalinhadas numa esquina da Rua Nova de Santa Cruz. O monstro aqui é um colosso de meados do século XX, o último testemunho da era industrial bracarense, onde durante décadas funcionou a Saboaria e Perfumaria Confiança. Com a deslocalização da fábrica, em 2005, o imóvel ficou praticamente abandonado e foi adquirido pela câmara em 2012, para ser reabilitado.

Instalado numa zona estratégica da cidade, a algumas centenas de metros da Universidade do Minho, junto ao Hospital de Braga e de um dos principais espaços comerciais da cidade, o imponente edifício da Fábrica Confiança não aparenta ser hoje mais do que um depósito de memórias e de equipamentos sem destino. Pelas enormes janelas viradas para a artéria principal, das quais não sobra um vidro inteiro, é possível ver um parque infantil desmontado, mesas e cadeiras reviradas, e o que restou de uma antiga exposição.

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