Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

“Em 2012 diziam que éramos loucos”

tiago miranda

Nicolas Notebaert. Presidente executivo da Vinci Concessões, dona da concessão da ANA e da Lusoponte

O líder da Vinci para as concessões veio a Portugal fechar o acordo com o Governo para os aeroportos de Lisboa. Quando investiu três mil milhões na concessão da ANA em 2012, disseram-lhe que era louco. Entretanto, o país passou de 30 para 55 milhões de passageiros por ano. A empresa está em Portugal desde os anos 60, deu o salto há 20 anos com a construção da Ponte Vasco da Gama e escalou com a ANA. Hoje tem 5042 trabalhadores em nove empresas em Portugal.

Têm sido felizes em Portugal: a ANA e a Lusoponte são lucrativas.
Sim, temos sido felizes, porque Portugal é um país de confiança. Não somos um fundo de investimento que investe e retira o dinheiro cinco anos depois, somos um grupo industrial, gerimos concessões e ficamos por eras. Em Portugal encontrámos um país de respeito, confiança e de parceria. Não é só “assinámos um contrato, agora façam o vosso trabalho”, isso não funciona, temos de ter interação com as necessidades do país. E o que tivemos nos últimos 20 anos foi isso. Apesar das mudanças políticas e dos diferentes níveis de governação, incluindo as autarquias, nas concessões é preciso alinhar interesses. E o que sentimos é um sentido de continuidade. Sim, Portugal é um país com alto potencial.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. Pode usar a app do Expresso - iOS e Android - para descarregar as edições para leitura offline)