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Bruxelas dá 'luz verde' à compra da Cimpor Portugal pela OYAC

As exportações da Cimpor a partir de Portugal triplicaram depois da OPA

Tiago Miranda

As unidades da Cimpor em Portugal e Cabo Verde passam assim para as mãos do fundo de pensões turco

A Comissão Europeia aprovou a aquisição do controlo exclusivo da Cimpor Portugal pelo Ordu Yardimlaşma Kurumu (OYAK), um fundo de pensões turco.

"A Comissão concluiu que, embora tanto a Cimpor Portugal como a OYAK estejam ativos na indústria do cimento, a operação proposta não suscitaria preocupações em matéria de concorrência devido à ausência de sobreposições verticais ou horizontais, uma vez que as duas empresas não desenvolvem atividades nos mesmos mercados geográficos", diz Bruxelas em comunicado.

Este fundo de pensões atua, através das suas filiais, em sectores como a mineração, metalurgia, cimento, betão, papel, energia, produtos químicos, serviços financeiros, setor automóvel e logístical, lembra a Comissão. Já a Cimpor, "produz e comercializa cimento, betão, agregados e morteiros, principalmente em Portugal e em Cabo Verde". Permanecem os negócios em Moçambique, Egito, África do Sul, Paraguai, Argentina e Brasil.

No final de outubro do ano passado, foi acordada a venda das unidades portuguesa e cabo-verdiana aos turcos da OYAK. Em causa estão três fábricas, duas moagens de cimento, 20 pedreiras e 46 centrais de betão da Cimpor em Portugal e em Cabo Verde. Segundo noticiou então a Reuters, a venda foi feita por cerca de 700 milhões de euros.

A Cimpor, controlada pela brasileira Camargo Corrêa através da Intercement, teve um prejuízo, em 2017, de 490,3 milhões de euros.