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Novo aeroporto no Montijo prevê investimento global de 1747 milhões de euros

Nuno Botelho

Autarca de Lisboa congratula-se com o acordo de financiamento da expansão aeroportuária alcançado esta terça-feira, que irá resolver “um dos principais problemas do desenvolvimento económico do país”. O aeroporto da capital “será levado a novas alturas, com base num compromisso de qualidade e garantindo a sustentabilidade”, afirma por sua vez o presidente executivo da ANA

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, saudou ter-se chegado esta terça-feira ao "dia da decisão", depois de "décadas de adiamento e de debate infrutífero", no âmbito do acordo de financiamento da expansão aeroportuária, que prevê um investimento global de 1747 milhões de euros.

"Hoje é o dia da decisão. Vamos resolver um dos principais problemas do desenvolvimento económico do país, que se colocava há muito tempo", afirmou, na cerimónia de assinatura de um acordo sobre o modelo de financiamento para a construção do novo aeroporto no Montijo e o reforço da capacidade do atual aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

O autarca argumentou ainda que esta é uma "decisão estruturante", que traz responsabilidade a todos os envolvidos, que devem aproveitar a oportunidade, até porque é "talvez o primeiro projeto a dar corpo a uma cidade de Lisboa em duas margens".

O acordo de financiamento do novo aeroporto do Montijo e alterações na atual infraestrutura Humberto Delgado, em Lisboa, foi assinado esta tarde entre a ANA - Aeroportos de Portugal e o Estado, na base aérea da Força Aérea do Montijo.

O presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, também se congratulou com o acordo alcançado esta terça-feira, sublinhando que o novo aeroporto do Montijo será “muito importante”, “aumentando a capacidade do aeroporto Humberto Delgado” e “permitindo maior conforto para os passageiros e para as companhais aéreas”.

Segundo o responsável, este projeto de um hub estratégico terá também “impactos significativos ao nível da biodiversidade” do Estuário do Tejo.

Obra deverá estar concluída em 2022

A obra deverá estar concluída em 2022 e prevê um investimento global de 1747 milhões de euros, segundo o acordo de financiamento assinado esta tarde na base aérea da Força Aérea do Montijo. “Pretendemos ter respostas rápidas em 36 meses para responder às linhas aéreas. Lisboa poderá assim atingir os objetivos definidos por Medina. O aeroporto da capital será levado a novas alturas, com base num compromisso de qualidade e garantindo a sustentabilidade”, concluiu.

Marcaram presença o primeiro-ministro, António Costa, e vários elementos do Governo, o responsável máximo da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert. A assinatura ocorreu quando ainda não foi entregue o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) pela ANA.

O acordo vinculativo entre a ANA e o Estado estava previsto para outubro, segundo o calendário do memorando de entendimento, que indicava ainda o final de 2018 para a gestora dos aeroportos entregar os elementos adicionais que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) requereu para o EIA.