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Dona da ANA foi alvo de buscas policiais que resultaram em 45 presos

O dia começou atribulado em França para a Vinci, proprietária da ANA, que esta terça-feira vai assinar o acordo com o Estado para o novo aeroporto e no Montijo e as alterações no atual aeroporto de Lisboa

Quarenta e cinco pessoas foram presas esta terça-feira de manhã no departamento de Herault, no âmbito da investigação do incêndio ocorrido em dezembro num edifício da Vinci em Bessan, no sul de França, segundo fonte policial.

Cerca de 150 elementos da polícia participam nesta operação, a pedido do Ministério Público de Béziers, no âmbito do inquérito sobre o incêndio deste edifício, junto à portagem da A9, ocorrido na noite de 15 para 16 de dezembro passado, segundo avançou a mesma fonte à agência AFP (Agence France Presse).

Um outro incêndio teve como alvo as mesmas instalações, na noite de 18 para 19 de dezembro, perto desta zona de portagem, considerada um dos baluartes de "coletes amarelos".

A Vinci é um grupo francês de construção e gestão de concessões e é proprietária da ANA - Aeroportos e Navegação Aérea, que gere os aeroportos portugueses, e que esta terça-feira à tarde vai assinar com o Estado o acordo de financiamento do novo aeroporto do Montijo e as alterações a realizar na aeroporto Humberto Delgado em Lisboa.

Em dezembro a Vinci anunciou a compra de mais oito aeroportos nos Estados Unidos, Reino Unido, Costa Rica e Suécia, ampliando a sua rede para 44 estruturas aeroportuárias. Além dos aeroportos a Vinci também opera um conjunto de outras concessões, como túneis, pontes e estádios, sendo ainda uma das maiores empresas de construção do mundo.