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Têxteis. Made in Portugal ganha o papel de protagonista em Itália

Lucília Monteiro

Na Pitti Uomo, em Florença, Portugal vai ser o país convidado. E isso significa um lugar de destaque na feira italiana

Portugal é o país convidado na 95ª edição da Pitti Uomo, a maior feira internacional de moda masculina, a decorrer de 8 a 11 de janeiro na cidade italiana de Florença onde o Made in Portugal vai estar representado por uma comitiva de empresas, marcas e estilistas à procura de encomendas e notoriedade internacional.

Como país convidado, Portugal apresenta uma oferta variada, do vestuário clássico ao desportivo ou aos acessórios, e terá um espaço privilegiado para brilhar no certame. As empresas lusas podem, ainda, beneficiar do programa de promoção internacional organizado pela própria feira e direcionado para os mercados internacionais.

Dielmar, Westmister, Caiagua e Ecolã são algumas das empresas portuguesas que estarão esta semana em destaque na Pitti Uomo, uma feira com duas edições anuais e uma média de 30 mil visitantes entre empresários, designers, compradores de grandes marcas, representantes de cadeias de distribuição, delegações institucionais e jornalistas.

O destaque dado a Portugal em Itália coincide com a presença de mais 82 empresas lusas na Heimtextil, a maior feira de têxteis-lar do mundo, a decorrer na cidade alemã de Frankfurt, também a partir de amanhã e até 11 de janeiro. E, aqui, Portugal está mais uma vez em destaque, apresentando-se como o maior produtor da Europa neste segmento e como um dos maiores do mundo.

De Paris ao Porto, no centro da moda

Em setembro, em Paris, Portugal já tinha estado em destaque como Focus Country na Première Vision na área da confeção, dedicada à subcontratação, aproveitando o desafio para se apresentar como "parceiro de negócios de confiança", apto a destacar-se da concorrência "pela diferença o que se traduz em competências como inovação, flexibilidade e sustentabilidade.

Ainda sem números para o final do ano, mas a antecipar um recorde na frente exportadora, depois dos 5,2 mil milhões de euros registados no ano passado, a indústria têxtil e do vestuário nacional prepara-se, também para organizar o maior congresso têxtil do mundo este ano, em outubro, depois do Porto ter batido a concorrência de cidades como Paris e Barcelona para acolher o Congresso da International Textile Manufacturers Federation (ITMF).

Será a terceira vez que este evento tem o Porto como palco, depois de 1969 e 1992, mas nos últimos anos, todos os caminhos pareciam levar o congresso para o Oriente ou para a América. Por isso, 2019 será, também, um momento de afirmação de Portugal como produtor têxtil de excelência numa altura em que a Europa continua a ser um mercado importante, mas perdeu peso como fabricante.

A ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, responsável pelo evento, admite que este congresso, onde espera mais de 300 empresários e gestores de grandes empresas têxteis, poderá, também, “ajudar a Europa a acreditar que é possível fazer relocalização e reinvestir na indústria produtiva”. Ao mesmo tempo, coloca Portugal no centro dos contactos internacionais do sector, “facilitando o trabalho de networking dos empresários nacionais”.

Com o reforço da aposta nas exportações a marcar o arranque do ano neste sector, só no primeiro semestre de 2019 as empresas de têxteis e vestuário vão estar presentes em 56 feiras com mais de 400 PME, num investimento de 13 milhões de euros que junta a Selectiva Moda e da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) como organizadores, através do programa From Portugal co-financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização.